- A divulgação dos arquivos de Epstein foi parcial; a Justiça afirmou que mais documentos seriam liberados nas próximas semanas, apesar do prazo de 19 de dezembro estabelecido pela Epstein Files Transparency Act.
- A lei permite manter documentos em segredo se houver risco a investigações, à segurança nacional ou à identificação das vítimas; ainda assim, o primeiro lote não parece atender plenamente o prazo legal.
- Líderes congressionais ameaçaram ações legais por violação federal diante do cumprimento parcial, enquanto defensores das vítimas consideram a liberação insuficiente.
- Sobreviventes e advogados criticaram a demora e citam possíveis encobrimentos; uma das sobreviventes chegou a declarar sentir-se “redimida” por alguns documentos, mas ressaltam que há muitas vítimas ainda sem resposta.
- Advogadas que representam as vítimas destacam que alguns registros já comprovam denúncias feitas à FBI em 1996, alimentando pedidos de responsabilização e transparência completa.
DoJ divulgou parcialmente os arquivos ligados a Jeffrey Epstein, sob a Epstin Files Transparency Act, cumprindo parcialmente o prazo de 19 de dezembro. A liberação ocorreu na sexta-feira, com promessas de novos documentos nas próximas semanas. O governo diz que alguns itens podem ser retidos por impacto em investigações ou segurança.
Representantes de vítimas criticaram a divulgação parcial. Advogados afirmam que o Departamento de Justiça não entregou o conteúdo total esperado e que o atraso acirra cobranças por transparência. A comunidade de sobreviventes aponta brevidade de informações e possível encobrimento.
A lei autorizou manter arquivos que comprometam investigações vigentes, segurança nacional ou identifiquem vítimas. Em comunicado, o DOJ indicou que novas liberações estão programadas para ocorrer nas próximas semanas, sem detalhar datas. A imprensa também acompanha a possibilidade de ações legais por violação federal.
Spencer Kuvin, advogado de sobreviventes, reiterou que o atraso não surpreende, destacando décadas de demora na entrega de dados. Gloria Allred, representante de mais de 20 vítimas, questiona a existência de um possível encobrimento e a identidade de indivíduos influentes mencionados nos documentos.
Jennifer Freeman, representante de Maria Farmer, afirmou por e-mail que a divulgação de parte dos arquivos representa tanto triunfo quanto dor para as vítimas. Freeman destacou que registros confirmaram que Farmer relatou crimes de Epstein e de Ghislaine Maxwell à FBI em 1996.
A advogada lembrou ainda que, se o governo tivesse atuado adequadamente, muitas vítimas poderiam ter sido poupadas e décadas de trauma evitadas. Freeman informou que alguns documentos já corroboram a denúncia de Farmer e foram recebidos como prova adicional.
Entre os nomes citados nos registros, há menção ao envolvimento de figuras conhecidas e à relação de Epstein com a rede de tráfico sexual. Trump havia promovido a liberação dos arquivos durante a campanha, mas o governo atual não entregou tudo, gerando críticas de oposicionistas e apoiadores.
O governo justificou que já disponibilizou informações relevantes e que aprofundar investigações permanece sob avaliação. A divulgação inicial também gerou cobranças de que a apuração não refletiu plenamente o alcance dos crimes cometidos.
Entre na conversa da comunidade