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Lula critica europeus após adiamento da assinatura do acordo do Mercosul

Lula pressiona UE por coragem e vontade política após adiamento da assinatura do Mercosul-UE; cita avanços com EFTA, Índia, Canadá e Emirados e alerta sobre Venezuela

Lula na 67ª reunião de cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR). Foto: Evaristo Sa / AFP
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  • O acordo entre Mercosul e União Europeia, que já dura mais de 25 anos, foi adiado para janeiro durante a 67ª Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR).
  • O presidente Lula criticou a falta de coragem e de vontade política dos europeus para concluir o tratado.
  • Lula afirmou que o Mercosul continuará buscando parcerias com outros países, citando avanços com EFTA, Índia, Canadá e Emirados Árabes Unidos.
  • O petista mencionou negociações em andamento com Japão, Vietnã, Panamá, Colômbia e Equador e destacou a necessidade de atualizar acordos com países sul-americanos.
  • Em tom de alerta, o presidente destacou o risco de crise na Venezuela caso haja intervenção armada dos Estados Unidos.

O acordo entre Mercosul e União Europeia, que já se arrasta há mais de 25 anos, teve a assinatura adiada para janeiro. A decisão foi anunciada durante a 67ª Cúpula do Mercosul, realizada neste fim de semana em Foz do Iguaçu, no Paraná.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a falta de coragem e de vontade política por parte dos dirigentes europeus para concluir o tratado. Ele disse que a assinatura depende de mudanças de atitude no bloco europeu e indicou otimismo quanto ao avanço em outras frentes de negociação.

Segundo Lula, o Mercosul não permanecerá parado diante do atraso com a UE. O bloco tem ampliado parcerias com outros players, como EFTA, Índia, Canadá e Emirados Árabes, além de manter tratativas com Japão, Vietnã, Panamá, Colômbia e Equador.

Entre os pontos discutidos, o presidente destacou a retomada de conversas para ampliar acordos já firmados e a necessidade de atualizar acordos com países sul-americanos. Também mencionou alerta sobre riscos regionais, diante de uma possível intervenção armada dos EUA na Venezuela, que poderia gerar consequências graves na região.

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