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Toffoli solta ex-chefe da PF e mais três investigados em caso de mineração

Toffoli substitui prisão por tornozeleira a ex-chefe da PF e a três investigados em operação de crimes ambientais, corrupção e lavagem em Minas Gerais

O ministro do STF Dias Toffoli substituiu prisão por cautelares de investigados sobre mineração. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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  • O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, decidiu substituir a prisão de Rodrigo de Melo Teixeira, ex-diretor de Polícia Administrativa da Polícia Federal, e de mais três investigados por medidas cautelares.
  • Eles são investigados por crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro em Minas Gerais, no âmbito da operação Rejeito, e haviam sido presos em setembro.
  • Toffoli determinou que passem a usar tornozeleira eletrônica, entreguem os passaportes, não deixem a comarca e cumpram recolhimento noturno.
  • A Polícia Federal aponta que Teixeira seria a peça central da organização criminosa que negociava direitos minerários; o grupo teria lucro de cerca de R$ 1,5 bilhão e projetos com potencial de mais de R$ 18 bilhões.
  • A defesa argumentou que não houve fatos que justificassem a prisão e que houve perseguição interna na PF.

O ministro do STF Dias Toffoli decidiu manter a legalidade de medidas cautelares em vez da prisão para um ex-diretor da Polícia Federal e mais três investigados. A decisão, publicada nesta sexta-feira (19), afeta casos ligados a crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro em Minas Gerais.

Os beneficiados são Rodrigo de Melo Teixeira, ex-diretor de Polícia Administrativa da PF, e os ex-políticos João Alberto Paixão Lages, Helder Adriano de Freitas e Alan Cavalcante do Nascimento. Todos haviam sido presos em setembro na etapa conhecida como Operação Rejeito.

Toffoli determinou que os investigados usem tornozeleira eletrônica, entreguem os passaportes, não deixem a comarca de residência e cumpram recolhimento noturno. As medidas visam manter a instrução criminal e a ordem pública sem ampliar o controle penal.

A PF aponta Teixeira como peça central de uma organização criminosa ligada à mineração em MG. O grupo teria lucrado cerca de R$ 1,5 bilhão, com projetos que somam potencial econômico superior a R$ 18 bilhões, segundo a investigação.

Conforme a polícia, Teixeira gerenciaria empresas ligadas à mineração, ainda que sem participação societária formal. Há indícios de ocultação de patrimônio, corrupção, obstrução de justiça e influência indevida em inquéritos do setor.

A Justiça federal indicou interceptações que mostram Teixeira como administrador de fato da Gmais Ambiental Ltda., criada em 2021, quando ele era secretário municipal adjunto em Belo Horizonte. A empresa seria usada para ganhos com exploração minerária em conjunto com o grupo.

A defesa de Teixeira alegou perseguição interna na PF por motivos políticos e afirmou que não havia fatos que justificassem a prisão cautelar, sobretudo relação com interferência em investigações.

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