Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Dino suspende nova tentativa de reativar recursos do orçamento secreto

Dino suspende trecho do PLP que reativaria restos a pagar de emendas de relator; decisão vale mesmo com sanção, por risco à transparência e à responsabilidade fiscal

O ministro Flávio Dino. Foto: Fellipe Sampaio /STF
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu neste domingo a reativação de recursos do antigo orçamento secreto incluída em projeto de lei complementar aprovado pelo Congresso.
  • A ação, apresentada pela Rede Sustentabilidade, questiona o artigo 10 do texto que permitiria pagamento de emendas de relator não pagas em 2019 até o final de 2026, mesmo com eventual sanção do presidente.
  • O objetivo é alterar a Lei 14.791/2023, que previa o uso desses recursos até dezembro de 2024; o processo envolve cerca de 1,9 bilhão de reais em restos a pagar de emendas parlamentares inscritas em 2019.
  • Em dezembro de 2022, o Supremo declarou inconstitucional o modelo das emendas de relator por violar a transparência, apontando que a sociedade tem direito de saber quem indica e como é gasto o dinheiro público.
  • Dino afirmou que a revalidação de gastos cancelados fere princípios de responsabilidade fiscal e a separação entre os Poderes, mantendo a liminar para apreciação pelo plenário do STF.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu neste domingo 21 a entrada em vigor de parte do projeto de lei complementar aprovado pelo Congresso na quinta-feira anterior. O texto pretendia reativar recursos do antigo orçamento secreto, integrando-o a um projeto sobre corte de benefícios fiscais. A decisão impede a sanção presidencial e a aplicação imediata do dispositivo.

A ação foi ajuizada pela Rede Sustentabilidade, que questiona o artigo 10 do texto. O dispositivo permitiria pagar valores de emendas de relator não pagos em 2019, incluindo os cancelados, até o final de 2026. O objetivo é evitar o uso desses recursos fora do ciclo orçamentário regular.

O projeto altera a Lei 14.791/2023, que previa o uso dos recursos até dezembro de 2024. A sigla aponta que cerca de 1,9 bilhão de reais em restos a pagar de emendas inscritas no orçamento de 2019 correspondem a aproximadamente 1 bilhão de reais de emendas de relator. Em 2022, o STF havia sinalizado que esse modelo violava a transparência.

Dino argumenta que a revalidação de gastos cancelados fere princípios de responsabilidade fiscal e a separação entre os Poderes. Segundo o ministro, regras sobre o gasto de dinheiro público deveriam ter vindo do Executivo, não do Congresso, o que inviabiliza o texto em exame. A liminar pode ser levada ao plenário do Supremo para a decisão final.

A decisão coloca em pauta o equilíbrio entre o controle fiscal e a possibilidade de ajustar emendas parlamentares. O caso envolve, além do STF, o Congresso Nacional e a administração pública, sob o escrutínio da sociedade sobre os mecanismos de alocação de recursos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais