- O governo britânico divulga plano definitivo de bem‑estar animal, incluindo o banimento da trilha de caça e da caça a lebres na maior parte do ano.
- Estão previstas mudanças para a indústria agrícola: fim de gaiolas colony para galinhas e de crates de porcos (crates de parto).
- Medidas também contemplam abate humano de peixes e o incentivo ao uso de raças de frango de crescimento mais lento.
- Serão emitidas licenças para organizações de resgate doméstico para assegurar as checagens adequadas e a conformidade.
- Críticos afirmam que as novas regras podem encarecer a produção local, defendem que importações passem por padrões equivalentes, enquanto apoiadores destacam o avanço em bem‑estar animal.
O governo britânico revelou hoje o plano definitivo da maior reforma de bem-estar animal já apresentada. O conjunto de medidas, divulgado pela DEFRA, aborda bem-estar de animais de estimação, de criação e proteção de animais silvestres, apresentando mudanças que vão desde práticas de criação até regras de caça e abate de peixes. A iniciativa surge enquanto a oposição destaca custos para produtores e impactos sobre a atividade rural.
Entre as mudanças anunciadas, estão o banimento da trilha de caça e da caça a lebres na maior parte do ano, bem como o fim das gaiolas colony para galinhas. Também devem deixar de existir crates de porcos e passa a haver diretrizes para o abate humano de peixes. Além disso, o texto prevê a criação de licenças para organizações de resgate animal doméstico, visando assegurar controles e padrões mínimos.
A DEFRA afirma que a estratégia traz avanços significativos para animais de companhia, de fazenda e para a proteção de animais silvestres. Em relação a animais de fazenda, a proposta propõe abandonar sistemas de confinamento mais rígidos e melhorar o bem-estar no manejo de aves e suínos, bem como introduzir requisitos de abate humano para peixes e incentivar raças de frango de crescimento mais lento.
Medidas-chave em foco
- Banned de trilha de caça e de caça a lebres na maior parte do ano.
- Fim de gaiolas colony para galinhas e de crates de porcos.
- Abate humano de peixes e licenças para organizações de resgate.
- Melhorias no bem-estar de animais de companhia, com foco em criação de cães e restrições a choques elétricos em coleiras, além de avaliação de licenças para rescates.
Críticas da oposição já chegaram ao debate. Victoria Atkins, figura do Partido Conservador, indicou que a medida pode prejudicar a competitividade dos produtores britânicos frente a importações com padrões inferiores. Tom Bradshaw, presidente da NFU, ressaltou preocupações sobre custos de produção e inflação de preços, destacando a necessidade de equilíbrio entre bem-estar e viabilidade econômica.
Defensora da nova linha, Emma Reynolds, secretária de Meio Ambiente, descreveu a estratégia como “a mais ambiciosa de uma geração”. A agenda também aponta para maior supervisão de práticas de bem-estar na indústria agropecuária e para salvaguardas relacionadas a resgates de animais.
Ainda sem data anunciada, o governo também informou que haverá briefings de No. 10 sobre o tema, com foco no andamento da implementação e no impacto para produtores e consumidores.
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