- Um vídeo de 12 segundos, alegando mostrar o suicídio de Jeffrey Epstein, circula nos arquivos do DOJ, mas não se originou do órgão.
- O vídeo veio a público via uma mensagem com link para Drive e foi encaminhado pelo jornalista Ali Kabbaj, que o encontrou na dark web em 2021.
- O DOJ confirmou que o link do vídeo não funciona mais; recentemente o órgão retirou mais arquivos para revisão e redaction.
- Em 2023, relatório do Escritório do Inspetor Geral do DOJ apontou que não havia câmera no quarto de Epstein; o trecho disponível indicava falha no sistema de câmeras.
- A Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein exige a publicação de registros não classificados, incluindo fotos, registros de viagem e materiais do grande júri; os pacotes de liberações continuam sem contexto completo.
O conteúdo divulgado pela Justiça dos EUA inclui um vídeo de 12 segundos que circula nas redes, alegadamente mostrando o suicídio de Jeffrey Epstein na prisão. Contudo, documentos oficiais indicam que o clipe não se originou no DOJ.
Segundo reportagem, o material apareceu em meio aos arquivos de Epstein, mas a própria documentação anterior aponta falhas de origem. Um e-mail com attachments e links para Drive foi utilizado como referência, levantando dúvidas sobre a autenticidade.
Ali Kabbaj, jornalista independente identificado na reportagem, afirmou ter encontrado o vídeo na dark web e enviado aos investigadores federais em 2021, sem obter resposta. Ele disse estar surpreso por ter sido citado nos arquivos.
O vídeo ganhou notoriedade após sua divulgação por Drop Site News, que o associou a um registro de 4h29 do dia da morte. A investigação mostrou que o link na nova remessa parece seguir o padrão de releases anteriores, mas o DOJ não confirmou.
Análise de dados sugere que o material não veio diretamente do DOJ. O link para o arquivo no site institucional está quebrado, e a agência retirou outros documentos para revisão e redaction. As circunstâncias alimentam controvérsias sobre a veracidade.
Contexto institucional e histórico
- Em relatório de 2023, o inspetor-geral do DOJ concluiu que não havia câmera dedicada ao quarto de Epstein, e que houve falha no gravador digital na noite da morte.
- A autópsia, realizada pela médica legista de Nova York, classificou o óbito como suicídio.
- Em 2023 e 2024, o DOJ disponibilizou parte de imagens de vigilância, que posterior análise indicou terem sido editadas e combinadas, com trechos removidos.
Impacto e leiaute público
- A Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein exige a divulgação de registros não classificados. Até o momento, foram liberadas fotos de propriedades associadas, nomes de cúmplices e dados de viagens, bem como materiais de grande júri.
- A última leva de documentos também contém mensagens de cidadãos e perguntas públicas, sem contexto completo como nomes de arquivos ou anexos de e-mails.
- Organizações e vítimas de Epstein pedem a liberação total dos materiais para elucidar as circunstâncias do caso, a rede de crimes e a morte do condenado.
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