- Michael Mansfield KC critica o governo por se recusar a se reunir com presos ligados ao Palestine Action que estão em greve de fome, classificando a justificativa como “ridícula”.
- O Ministério da Justiça afirmou que o encontro criaria “incentivos perversos”; Mansfield diz que a alegação é absurda e que a greve é um ato de objeção de consciência.
- Mansfield sugere avaliação individual dos casos e possível liberação sob condições de tratamento adequado, lembrando que os grevistas ainda não foram condenados.
- Os oito grevistas aguardam julgamento por supostos arrombamentos ou danos durante protestos; alguns já passaram mais de um ano na prisão.
- Na resposta aos advogados, o MoJ disse que não haverá reunião para evitar incentivar mais pessoas a entrar em greve de fome; alguns presos já tiveram interrupções por motivos médicos, como Lun Chiaramello, que tem diabetes e faz jejum em dias alternados.
O Ministério da Justiça (MoJ) enfrenta críticas por não se encontrar com presos ligados ao Palestine Action que promovem greve de fome. O advogado de direitos humanos Michael Mansfield KC chamou a justificativa do governo de absurda e desproporcional.
Mansfield enviou uma carta ao secretário de Justiça, David Lammy, em que refrasa a recusa de dialogar com representantes dos grevistas. O jurista não representa os presos, mas acredita que a decisão é inadequada e surpreendente.
Segundo o governo, um encontro poderia criar incentivos perversos para que outros presos iniciem novas greves. O MoJ sustenta que a medida inviabilizaria políticas de responsabilização e controle.
O advogado afirmou que a greve de fome é uma forma de objeção de consciência e que é preciso tratar os casos de forma individual. Ele questionou o argumento de que o ato encorajaria mais pessoas.
Mansfield recordou casos históricos e disse que a recusa de diálogo pode colocar em risco a saúde dos grevistas, que não foram condenados. Alega que a presunção de inocência exige tratamento proporcional.
Os oito grevistas permanecem em prisão preventiva, respondendo a acusações relacionadas a invasões ou danos durante ações de protesto. Já cumpriram mais de um ano antes de ir a julgamento, acima do prazo de seis meses.
A defesa informou que Qesser Zuhrah voltou da hospitalização e encerrou a greve no 48º dia. Mantêm-se em greve Amu Gib (52 dias), Heba Muraisi (51), Teuta Hoxha (45) e Kamran Ahmed (44), além de Lewie Chiaramello (17) que recusa alimento em dias alternados por diabetes.
Mansfield ressaltou que os réus ainda não foram condenados e que a saúde deles está seriamente comprometida. Defende que, sem fortes indícios de fuga ou reincidência, devem receber liberdade condicional com condições de caução.
O MoJ respondeu à cobrança judicial, mantendo que o objetivo é oferecer apoio aos grevistas e evitar incentivos para novas ações extremas. O órgão reiterou que não pretende favorecer motivações que coloquem vidas em risco.
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