- Jair Bolsonaro indicou o filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência em 2026, complicando a expectativa de apoio do centrão a Tarcísio de Freitas (Republicanos).
- Na pesquisa da Quaest, logo após o anúncio, Flávio tem 62% de rejeição entre eleitores, o que dificulta sua viabilidade eleitoral.
- O centrão avalia alternativas e ainda não descarta nomes como Ratinho Júnior (governador do Paraná), com Kassab articulando esse movimento.
- Há também dúvidas no grupo sobre a viabilidade de Michelle Bolsonaro para compor a chapa, em função do cenário atual.
- O centrão continua aguardando desdobramentos até março, com possível definição sobre o papel de Michelle ou de outros nomes na candidatura anti-Lula.
Jair Bolsonaro anunciou apoiar o filho Flávio Bolsonaro como pré-candidato da direita à Presidência em 2026, surpreendendo o centrão. A decisão ocorreu pouco antes do Natal, levando líderes do União Brasil, Republicanos e PP a reavaliarem alianças. A direita passa a buscar um caminho alternativo.
Segundo leitura de Josias de Souza, colunista do UOL, a indicação de Flávio desagrada o centrão, que pretendia apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O movimento coloca em xeque o desenho de apoio a um anti-Lula definido para 2026.
A pesquisa Quaest, realizada logo após a formalização do nome, aponta rejeição de 62% entre eleitores, o que complica a viabilidade de Flávio na competição presidencial. Seis em cada dez eleitores disseram não votar no senador.
Bastidores indicam cenários diferentes para evitar ruptura: Tarcísio de Freitas surge como preferência de parte do centrão, com Gilberto Kassab buscando Ratinho Júnior como alternativa. Michelle Bolsonaro é outra carta em avaliação, inclusive para vice.
Ainda não há definição final, e o centrão avalia cenários para março. Entre as dúvidas, a viabilidade da candidatura de Flávio, o papel da ex-primeira-dama e a possibilidade de compor chapa com Michelle. O grupo pretende definir rumo até março.
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