- Lula afirmou que o combate à violência contra as mulheres será uma das prioridades de seu governo e pediu participação de homens e da sociedade.
- Foi divulgada a morte de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por um homem na Marginal Tiquira? (Corrija: Marginal Tietê), no mês passado; ela morreu hoje, em São Paulo, após 25 dias de internação.
- Tainara estava no Hospital das Clínicas e precisou de cirurgia — além das pernas, parte dos glúteos também foi amputada em decorrência do feminicídio.
- O presidente não detalhou como o governo atuará para evitar casos como o de Tainara; ações anteriores incluíram lei que aumentou a pena por feminicídio para até quarenta anos.
- O caso de Tainara se soma a outros episódios de violência contra mulheres recentemente noticiados, incluindo ocorrências em Recife e em uma pastelaria de São Paulo.
Ao anunciar o pronunciamento de Natal transmitido na noite de hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou que o combate à violência contra as mulheres será uma prioridade de seu governo. O discurso ocorreu em rede nacional.
Pouco antes do fim do pronunciamento, foi informado o falecimento de Tainara Souza Santos, de 31 anos, vítima de feminicídio ocorrido no mês passado. Segundo a família, Tainara morreu por volta das 19h desta terça-feira, em São Paulo, após 25 dias de internação.
Tainara havia sido atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro por um homem, na Marginal Tietê, após sair de um bar. Ela ficou com as pernas amputadas e passou por várias cirurgias, incluindo remoção de parte dos glúteos, devido aos ferimentos.
O caso aconteceu enquanto Lula discursava, por volta das 20h30, o que gerou repercussão nas redes e na imprensa. A defesa da família informou que o suspeito, que já mantinha relação anterior com a vítima, foi preso no dia seguinte ao crime.
No pronunciamento, o presidente não detalhou medidas específicas para evitar novos casos de feminicídio, mas destacou a necessidade de engajamento social e de responsabilização. Em outubro, Lula sancionou lei que aumentou a pena por feminicídio para até 40 anos.
Dados oficiais indicam que o Brasil registra mais de mil feminicídios por ano. Segundo o Sinesp, foram registradas mais de 1.200 ocorrências em 2024, refletindo uma persistente violência contra mulheres em diferentes regiões.
Contexto do caso de Tainara
Douglas Alves da Silva, 26, é apontado como autor do crime. Testemunhas relataram que ele conhecia a vítima e que houve desentendimento no bar antes do atropelamento. A polícia investiga motivação, relação entre as partes e possíveis antecedentes do acusado.
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