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Moraes ligou seis vezes para Galípolo em um dia sobre Banco Master, diz jornal

Ministro do STF teria ligado seis vezes ao presidente do Banco Central no mesmo dia para tratar da venda do Banco Master ao BRB, segundo jornal

Alexandre de Moraes procurou presidente do Banco Central para tratar do Banco Master. (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • Moraes teria ligado seis vezes no mesmo dia para Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, para tratar da venda do Banco Master ao BRB; Moraes nega ter feito as ligações.
  • A reportagem diz que as conversas ocorreram durante a análise do negócio que salvaria o Master, cuja liquidação pelo Banco Central ocorreu em 18 de novembro sob suspeitas de fraude de R$ 12,2 bilhões.
  • Em notas oficiais, Moraes afirma que as reuniões trataram apenas de questões ligadas à Lei Magnitsky; ele diz que o escritório de advocacia da sua esposa não atuou na operação entre BRB e Master.
  • O Banco Central confirmou o encontro entre Moraes e Galípolo, mas a reunião não consta na agenda oficial de Galípolo nem de demais diretores do BC; o jornal aponta incongruências entre as informações.
  • O texto também apresenta erros de data e de contexto, e aponta que a operação envolvia o BRB tentando comprar o Master, em vez do inverso, como divulgado em alguns trechos.

O jornal Estado de S. Paulo afirma que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ligou seis vezes no mesmo dia para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar da operação de compra do Banco Master pelo BRB. Moraes contesta ter feito esses telefonemas.

Segundo a reportagem, as conversas teriam ocorrido em meio à análise do negócio que, segundo o jornal, poderia salvar o Master, instituição ligada a Daniel Vorcaro, liquidada pelo BC em 18 de novembro sob suspeitas de fraudes de 12,2 bilhões de reais. Moraes nega os contatos.

O material aponta que uma das ligações teria sido presencial e que Moraes tratou do tema no gabinete. Em nota, o ministro afirmou que as reuniões abordaram apenas a aplicação de medidas da Lei Magnitsky e as consequências para movimentação bancária, contas e cartões.

As notas divulgadas por Moraes negam qualquer atuação de seu escritório de advocacia na operação BRB–Master junto ao BC. Em diferentes comunicados, o ministro afirma que houve apenas discussões sobre a Lei Magnitsky, citando ainda contatos com a presidente do Banco do Brasil, o presidente da Febraban e executivos de BTG, Santander e Itaú.

A reportagem do jornal aponta inconsistências: a agenda oficial não registra as reuniões entre Moraes, Galípolo e diretores do BC. Também erra datas sobre a Magnitsky e descreve a operação como aquisição do BRB pelo Master, quando, na prática, o BRB tentou adquirir o Master.

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