- Moraes teria ligado seis vezes no mesmo dia para Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, para tratar da venda do Banco Master ao BRB; Moraes nega ter feito as ligações.
- A reportagem diz que as conversas ocorreram durante a análise do negócio que salvaria o Master, cuja liquidação pelo Banco Central ocorreu em 18 de novembro sob suspeitas de fraude de R$ 12,2 bilhões.
- Em notas oficiais, Moraes afirma que as reuniões trataram apenas de questões ligadas à Lei Magnitsky; ele diz que o escritório de advocacia da sua esposa não atuou na operação entre BRB e Master.
- O Banco Central confirmou o encontro entre Moraes e Galípolo, mas a reunião não consta na agenda oficial de Galípolo nem de demais diretores do BC; o jornal aponta incongruências entre as informações.
- O texto também apresenta erros de data e de contexto, e aponta que a operação envolvia o BRB tentando comprar o Master, em vez do inverso, como divulgado em alguns trechos.
O jornal Estado de S. Paulo afirma que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ligou seis vezes no mesmo dia para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar da operação de compra do Banco Master pelo BRB. Moraes contesta ter feito esses telefonemas.
Segundo a reportagem, as conversas teriam ocorrido em meio à análise do negócio que, segundo o jornal, poderia salvar o Master, instituição ligada a Daniel Vorcaro, liquidada pelo BC em 18 de novembro sob suspeitas de fraudes de 12,2 bilhões de reais. Moraes nega os contatos.
O material aponta que uma das ligações teria sido presencial e que Moraes tratou do tema no gabinete. Em nota, o ministro afirmou que as reuniões abordaram apenas a aplicação de medidas da Lei Magnitsky e as consequências para movimentação bancária, contas e cartões.
As notas divulgadas por Moraes negam qualquer atuação de seu escritório de advocacia na operação BRB–Master junto ao BC. Em diferentes comunicados, o ministro afirma que houve apenas discussões sobre a Lei Magnitsky, citando ainda contatos com a presidente do Banco do Brasil, o presidente da Febraban e executivos de BTG, Santander e Itaú.
A reportagem do jornal aponta inconsistências: a agenda oficial não registra as reuniões entre Moraes, Galípolo e diretores do BC. Também erra datas sobre a Magnitsky e descreve a operação como aquisição do BRB pelo Master, quando, na prática, o BRB tentou adquirir o Master.
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