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Reuniões citadas por Moraes não constam na agenda de Galípolo

Moraes afirma ter tido duas reuniões com o presidente do Banco Central, mas agenda oficial não confirma; surgem detalhes sobre contrato envolvendo o escritório da esposa e o Banco Master

O ministro do STF Alexandre de Moraes e a esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes
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  • Alexandre de Moraes afirmou ter tido duas reuniões com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nas datas 14 de agosto e 30 de setembro, mas nenhuma consta na agenda oficial do presidente do BC.
  • Em 14 de agosto, Galípolo atacou pela manhã com representantes de três ministérios e à tarde recebeu o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto e outros; não houve registro de encontro com Moraes.
  • Em 30 de setembro, a agenda de Galípolo registra duas reuniões que foram canceladas, sem relação com Moraes.
  • Um assunto ligado ao Banco Master envolve o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci, com contrato estimado em 129 milhões de reais para defender o Master junto a órgãos públicos; a PF recuperou o contrato em celular de um involved.
  • O Banco Central ainda não se manifestou sobre a ausência dos encontros mencionados por Moraes na agenda de Galípolo, e Moraes afirmou que tratou apenas da Lei Magnitsky nas reuniões.

Em nota divulgada na noite de terça, Alexandre de Moraes afirmou ter tido duas reuniões com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, em 14 de agosto e 30 de setembro. Contudo, essas datas não constam da agenda oficial de Galípolo.

A agenda do Banco Central não registra encontros com Moraes. Em 14 de agosto, Galípolo reuniu-se com membros de três ministérios, com o ex-presidente Campos Neto e representantes de entidades financeiras; não há menção a Moraes. Em 30 de setembro, duas reuniões foram canceladas, sem relação com Moraes.

Detalhes sobre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro

A polêmica envolve um contrato entre o Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro, e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci. Parte do documento aponta pagamento estimado em 129 milhões de reais para atuação junto a órgãos públicos, incluindo o Banco Central, ao longo de três anos.

Moraes sustenta que as reuniões tratavam exclusivamente da Lei Magnitsky, não de aquisição do BRB pelo Master. O Ministério Público e a Polícia Federal apuram a origem do contrato; a versão de Moraes não esclarece atuação de Viviane Barci no BC. O Banco Central não comentou a ausência das reuniões na agenda pública de Galípolo.

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