- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a abertura de processo interno e a expulsão do servidor da CGU flagrado agredindo a ex-companheira e o filho de quatro anos no Distrito Federal.
- A CGU afastou o servidor de funções e proibiu sua entrada nas dependências durante a apuração; o Diário Oficial registrou a dispensa do cargo de chefia, e a expulsão depende de análise e terá efetividade após publicação.
- Lula classificou a agressão como covarde e afirmou que não haverá tolerância; ressaltou que servidor público deve ser exemplo de conduta.
- O caso também será apurado na esfera criminal, conforme afirma a CGU, com devido processo legal.
- Lula reforçou a prioridade do governo no combate à violência contra mulheres, em meio a mobilização nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a abertura de processo administrativo e a expulsão de um servidor da CGU envolvido em uma agressão contra uma mulher e o filho menor de idade no Distrito Federal. A apuração já foi iniciada pela Controladoria-Geral da União (CGU), que afastou o servidor e proibiu o ingresso em unidades do órgão durante a investigação.
Lula declarou, em publicação no X, que a agressão é inaceitável e pediu responsabilização firme. O ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, confirmou o início da apuração disciplinar, com a revogação de uma função de chefia e a restrição de acesso às dependências da instituição.
A CGU informou que a agressão não configura desentendimento ou conflito privado e que representa violação da lei e da dignidade humana. O caso também será analisado pela esfera criminal, conforme afirmou o ministro. O Diário Oficial registrou a dispensa do cargo de chefia do servidor, cuja expulsão depende de nova análise e só terá validade após publicação.
Medidas administrativas e contexto institucional
O servidor, identificado como David Cosac Junior, atua na Divisão de Engenharia de Dados da CGU desde 2007. Em 2016 passou a ocupar o cargo de auditor federal de finanças e controle, com salário referente a R$ 33.086, conforme dados oficiais. A CGU reafirma compromisso com direitos humanos, ética e integridade no serviço público, conforme nota oficial.
Combate à violência contra a mulher
Em pronunciamento recente, Lula voltou a destacar a violência contra mulheres como prioridade de governo, anunciando um esforço nacional com ministérios, instituições e sociedade. A fala ocorreu num contexto de mobilização para ampliar ações de prevenção e proteção às vítimas.
Panorama nacional
Dados do Sinesp apontam mais de mil casos de feminicídio no Brasil em 2024, com violências associadas a relacionamentos ou familiares. Autoridades ressaltam a importância de denúncias, por meio do 190, 180 ou 100, para interromper situações de risco.
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