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Paraguai evita fuga de Silvinei, Brasil não sofre vexame, diz Josias

Fuga de Silvinei Vasques expõe falhas no monitoramento eletrônico, atraso da PF e debate sobre a eficácia do sistema ante evasões associadas ao bolsonarismo

Jair Bolsonaro e Silvinei Vasques no Palácio do Planalto em 2022
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  • Silvinei Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina, cruzou a fronteira para o Paraguai e foi detido pouco antes de tentar viajar para El Salvador com documentos falsos.
  • A Polícia Federal foi acionada apenas no fim da noite, após ele já ter deixado o país; o monitoramento falhou, com GPS e GPRS indisponíveis.
  • No Paraguai, ele foi interceptado quando tentava embarcar para El Salvador com passaporte paraguaio falso.
  • O caso reacende o debate sobre a eficácia do sistema de monitoramento eletrônico e o padrão de fuga de investigados ligados ao bolsonarismo.
  • Autoridades e especialistas cobram explicações sobre as falhas do monitoramento e a responsabilidade operacional dos órgãos envolvidos.

Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu de Santa Catarina para o Paraguai. Foi detido no Paraguai, perto de embarcar para El Salvador com documentos falsos. A Polícia Federal só foi acionada no fim do dia, quando já estava fora do país. GPS e GPRS apresentaram falhas, abrindo questionamentos sobre a eficácia do monitoramento.

A cadeia de eventos aponta falhas no sistema de localização: o sinal de GPS deixou de transmitir por volta da 1h da madrugada, e o de GPRS falhou às 13h, conforme apuração do processo. A polícia penal catarinense foi informada apenas às 20h e, na sequência, enviou equipe ao apartamento, já desocupado.

A PF em Santa Catarina recebeu o alerta às 23h e confirmou que Vasques foi visto pela última vez na véspera, 24 de dezembro, na garagem do imóvel. Ele teria entrado e saído do carro, e deixado o local antes de seguir para o aeroporto de Assunção.

Falhas no monitoramento

A reportagem verifica que o episódio reacende o debate sobre a confiabilidade dos dispositivos de vigilância eletrônica. Doutra forma, o caso é visto como parte de um padrão de evasões associadas a aliados do ex-presidente, já mencionadas por autoridades. O tema envolve responsabilidades de gestores e da rede de monitoramento.

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