- A Justiça eleitoral de São Paulo condenou o prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), por difamação e injúria contra Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, chefe do gabinete pessoal do presidente Lula; a pena prevista é seis meses e vinte e cinco dias de detenção em regime aberto, e ele vai recorrer.
- O crime ocorreu durante a campanha de 2024, quando Yamauchi citou “o tal de Marcola lá de Brasília” para associar o assessor de Lula ao crime organizado.
- Marco Aurélio Ribeiro informou que a defesa criou confusão proposital entre ele e o líder da facção PCC para vincular o PT ao crime.
- Em abril, Yamauchi já havia sido condenado na esfera cível a pagar 14 mil reais por danos morais ao assessor de Lula.
- A defesa afirmou que o prefeito vai recorrer e que ele respeita as instituições.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo condenou o prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), à prisão — inicialmente em regime aberto — por difamação e injúria contra Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, chefe do gabinete pessoal do presidente Lula (PT). A decisão ocorreu no âmbito de ações moveidas após o processo eleitoral de 2024, meses antes da eleição de Yamauchi para a prefeitura da Grande São Paulo.
Durante um debate em agosto de 2024, Yamauchi citou “o tal de Marcola lá de Brasília” e afirmou que o Brasil enfrenta há muito tempo o crime organizado, associando Marcos Willians Herbas Camacho, líder da facção PCC, ao assessor de Lula. A acusação sustenta que o prefeito criou uma confusão proposital para vincular o PT ao crime organizado. A defesa argumenta que Marco Ribeiro, por ser figura pública, está sujeito a críticas políticas.
A Justiça também havia condenado Yamauchi na esfera cível, em abril deste ano, com obrigação de pagar 14 mil reais por danos morais ao assessor de Lula. Na condenação criminal, a pena prevista é de seis meses e 25 dias de detenção em regime aberto, sujeita a recursos.
Detalhes da condenação
- Yamauchi informou que vai recorrer da decisão e manterá o respeito às instituições enquanto aguarda o desfecho em instâncias superiores.
- A defesa ressaltou o direito ao contraditório e à ampla defesa no processo.
- O caso envolve a relação entre discurso político e imputação de ligação com organizações criminosas, tema sensível em contextos eleitorais.
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