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Alvo de medidas domiciliares é expulso do Exército por desvio de arma e desacato

Ex-major expulso pelo Superior Tribunal Militar em 2006 integra lista de dez condenados que cumprem prisão domiciliar após fuga de Silvinei Vasques, ligado à Venire de 2023

O major reformado do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros
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  • O ex-major Ailton Gonçalves Moraes Barros foi expulso do Exército em 2006 pelo Superior Tribunal Militar, com base em provas de condutas incompatíveis com oficial.
  • Em 2023, ele retornou ao STF na investigação Venire, após ter sido preso preventivamente e ter ocorrido apreensão de mensagens relacionadas a possíveis tratativas de golpe de Estado.
  • Moraes Barros integra a lista de dez condenados que receberam prisão domiciliar determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após a fuga de Silvinei Vasques.
  • O processo no militar envolveu relatos de abusos e violência disciplinar; fatos anteriores a 1999 prescreveram, mas episódios remanescentes levaram à expulsão.
  • Entre as acusações, houve desacato a soldado da Polícia do Exército em 2002 e a candidatura a deputado estadual ainda na ativa, além de ele ter sido reformado de capitão para major.

O ex-major Ailton Gonçalves Moraes Barros integra a lista de dez condenados que receberam prisão domiciliar determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, após a fuga de Silvinei Vasques. A decisão decorre de uma investigação sobre golpe tentado, envolvendo condenados por desvios de conduta.

Ailton foi expulso do Exército em 2006 por decisão do Superior Tribunal Militar, que concluiu pela impossibilidade de sua permanência na caserna. A corte apontou um conjunto robusto de provas de condutas incompatíveis com a carreira de oficial.

Parte das acusações prescreveu, conforme o STM não analisou fatos anteriores a 1999. Ainda assim, o tribunal considerou episódios remanescentes na decisão de expulsão, incluindo desacato, e uma candidatura à Legislatura ainda na ativa.

Histórico no Exército

O STM citou episódios de abuso disciplinar, incluindo casos envolvendo agressões e condutas inadequadas. A mudança de patente ocorreu com a reforma: na época, Ailton era capitão; ao ser reformado, tornou-se major, conforme normas militares.

Reentrada no STF e a investigação Venire

Em 2023, Ailton voltou aos holofotes ao ser preso preventivamente na Operação Venire, que investiga fraudes em dados de vacinação contra a covid-19. Dados apreendidos mencionaram “tratativas de um golpe de Estado”.

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