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Condenados pela trama golpista que Moraes mandou prender neste sábado

STF confirma prisão domiciliar de nove alvos da trama golpista; PF atua no DF e em sete estados com apoio do Exército, impondo restrições de redes sociais e passaportes

Ministro Alexandre de Moraes, durante a sessão de quarta-feira 10 no julgamento da tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF)
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  • STF manteve a prisão domiciliar de dez condenados por participação na tentativa de golpe, com ações ligadas aos núcleos dois, três e quatro.
  • PF deflagrou operação no Distrito Federal e em sete estados — Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia e Tocantins — com apoio do Exército.
  • Silvinei Vasques foi preso no Paraguai, após tentar fugir para El Salvador com documentos falsos.
  • Entre os réus com mandado de prisão domiciliar, estão militares (major, coronel, tenente-coronel e subtenente) e ex-dirigentes de órgãos ligados à Justiça e à defesa, conforme o STF.
  • Além da prisão domiciliar, Moraes determinou medidas cautelares: proibição de redes sociais, proibição de contato entre investigados, entrega de passaportes, suspensão de porte de arma e restrições a visitas.

Diante de informações sobre a tentativa de golpe de Estado, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou neste sábado a prisão domiciliar de dez condenados envolvidos nos núcleos 2, 3 e 4. A Polícia Federal deflagrou operação no Distrito Federal e em sete estados, com apoio do Exército.

A ação ocorreu em todo o país, com diligências no DF, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia e Tocantins. Moraes autorizou medidas cautelares adicionais para os alvos, abrangendo restrições de comunicação e deslocamento.

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, foi preso no Paraguai após tentar deixar o país com documentos falsos, em fuga que buscava El Salvador. A prisão ocorreu um dia antes de Moraes confirmar as decisões sobre os dez condenados.

Quem são os alvos e as medidas

O STF confirmou a prisão domiciliar de nove dos dez alvos, todos vinculados a núcleos 2, 3 e 4. Entre os condenados estão integrantes das Forças Armadas e ex-dirigentes de órgãos públicos.

  • Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro;
  • Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército;
  • Bernardo Corrêa Netto, coronel do Exército;
  • Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército;
  • Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército;
  • Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército;
  • Sérgio Cavaliere, tenente-coronel do Exército;
  • Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
  • Ailton Barros, ex-major do Exército.

Além da prisão domiciliar, Moraes impôs proibição de uso de redes sociais, vedação de contatos entre investigados, entrega de passaportes, suspensão de porte de arma e proibição de visitas.

Contexto e desdobramentos

Os alvos estavam ligados aos núcleos 2, 3 e 4 da trama golpista conforme apuração do STF. A operação da PF teve foco na repressão a acusações de participação no golpe e na desinformação associada ao esquema.

As medidas visam evitar novas frentes de atuação e manter a continuidade das investigações. Não houve confirmação de novas prisões no momento, apenas a continuidade do cumprimento das ordens judiciais.

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