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Justiça mantém prisão domiciliar de condenados por tentativa de golpe após PF

Justiça mantém prisão domiciliar de oito dos dez condenados por tentativa de golpe após operação da Polícia Federal, com medidas restritivas adicionais

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  • A Justiça manteve prisão domiciliar de oito dos dez condenados por tentativa de golpe, após audiência de custódia realizada pela juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino.
  • As medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, um dia após a prisão de Silvinei Vasques no Paraguai, quando tentava fugir para El Salvador com documentos falsos.
  • Os condenados deverão usar tornozeleira eletrônica e cumprir restrições como proibição de redes sociais, contatos com outros investigados, entrega de passaportes e proibição de visitas; houve also suspensão de porte de arma de fogo.
  • Dois alvos tiveram status diferente: Guilherme Marques Almeida está a caminho para cumprir prisão domiciliar; Carlos Cesar Moretzsohn Rocha foi considerado foragido pela Polícia Federal por não ser localizado no endereço informado.
  • As ordens foram cumpridas em vários estados com apoio do Exército, e Moraes citou o risco de novas tentativas de fuga pela organização.

O STF manteve a prisão domiciliar de oito dos dez condenados por tentativa de golpe após operação da Polícia Federal. A decisão ocorreu durante audiência de custódia realizada neste sábado. O motivo alegado pelo ministro Alexandre de Moraes é o risco de novas fugas, após a prisão de Silvinei Vasques no Paraguai.

A audiência de custódia foi conduzida pela juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, que verificou a legalidade das prisões. Moraes determinou medidas restritivas para impedir deslocamentos e manter a ordem, em função da gravidade dos fatos.

O caso envolve ex-assessores, militares e autoridades ligadas ao governo, condenados pela Primeira Turma do STF por atentado contra o regime democrático. A decisão também busca evitar repescagem de planos de fuga para o exterior. A PF participou das diligências.

Alvos da decisão

  • Filipe Martins (PR), ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro;
  • Ângelo Denicoli (ES), major da reserva do Exército;
  • Bernardo Romão Corrêa Netto (DF), coronel do Exército;
  • Fabrício Moreira de Bastos (TO), coronel do Exército;
  • Giancarlo Rodrigues (BA), subtenente do Exército;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (RJ), tenente-coronel do Exército;
  • Marília Alencar (DF), ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (RJ), ex-major do Exército.

Medidas impostas

Todos deverão usar tornozeleira eletrônica e cumprir restrições como proibição de redes sociais, contato com investigados, entrega de passaportes e impedimento de visitas. Dias de ação policial também incluíram suspensão de porte de armas em alguns casos.

Situação de Silvinei Vasques

Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, foi preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador com documentos falsos. Ele já foi transferido para Brasília. A PF informou que a operação contou com apoio do Exército em parte das ações.

A PF confirmou cumprimento de ordens judiciais em oito estados e no Distrito Federal, abrangendo Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e Brasília. Os esforços visam evitar novas tentativas de fuga ligadas aos envolvidos.

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