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Silvinei é transferido da PF de Foz para Brasília após prisão no Paraguai

Ex-diretor da PRF Silvinei Vasques é transferido à PF em Brasília após prisão no Paraguai por tentativa de embarque com documentos falsos; Moraes decretou prisão preventiva

Silvinei Vasques foi entregue à Polícia Federal após ser preso no Paraguai. — Foto: João Marochi/RPC
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  • Ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, foi preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador com documentos falsos e foi expulso do país, sendo transferido à PF em Brasília na manhã de sábado.
  • Ele chegou à delegacia da PF na aduana brasileira após ser entregue pela polícia paraguaia, no Aeroporto Silvio Pettirossi, em Assunção.
  • O ministro Alexandre de Moraes decretou prisão preventiva de Vasques, mantendo-o sob custódia para encaminhamentos legais.
  • Vasques já havia sido condenado pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão pela participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022; também tinha condenação na Justiça Federal do Rio de Janeiro por uso político da PRF na campanha.
  • A fuga de Vasques teria começado na véspera de Natal, quando deixou o endereço com tornozeleira desativada, segundo a PF; ele está cumpre medidas cautelares anteriores, incluindo tornozeleira, antes da nova detenção.

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, foi preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador usando documentos falsos. Ele foi detido no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, e expulso do país na sexta-feira, transferido à Polícia Federal brasileira na manhã de sábado.

A prisão ocorreu após a PF apurar tentativa de fuga do ex- membro para driblar ordens judiciais. Moraes converteu cautelares em prisão preventiva, mantendo Vasques sob custódia para os encaminhamentos legais.

O ex-diretor da PRF já acumula condenações: STF o condenou a 24,5 anos por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, integrando o núcleo 2 da organização criminosa e monitorando autoridades para influenciar o resultado eleitoral.

Antes, Vasques havia sido condenado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por uso político da estrutura da PRF durante a campanha de 2022, com multa superior a 500 mil reais. Ele havia sido preso em 2023, mas solto posteriormente mediante medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica.

Segundo a PF, Vasques deixou sua residência em Santa Catarina na véspera de Natal, e a tornozeleira não funcionou como deveria. A PF informou que ele fugiu com um veículo alugado, acompanhado de um animal de estimação, e não foi mais localizado no local.

Ao STF, Moraes justificou a decisão de prisão preventiva com base na comprovação de tentativa de saída do país para afastar-se de ordens judiciais. A decisão aponta que Vasques violou medidas cautelares ao não permanecer no domicílio e ao sair da residência com veículo alugado.

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