- Silvinei Vasques chegou a Brasília e vai passar por audiência de custódia; após isso, poderá ser transferido para regime fechado.
- O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal desembarcou na sede da Polícia Federal em Brasília no início da tarde de hoje.
- Vasques foi preso no Paraguai, em Assunção, após tentativa de fuga com documentos falsificados.
- O advogado pediu a transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda por segurança; o ministro Alexandre de Moraes ainda não decidiu.
- Ele já havia sido condenado a vinte e quatro anos e seis meses de prisão pela participação na trama golpista, com prisão anterior na Papuda e medidas cautelares.
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, chegou nesta tarde a Brasília após ser preso no Paraguai por tentativa de fuga com documentos falsificados. Ele passa por audiência de custódia na sede da Polícia Federal e pode ser transferido para regime fechado, conforme avaliação das autoridades.
O advogado do ex-diretor apresentou pedido de transferência do local de prisão por motivos de segurança, ao STF. Moraes ainda não decidiu sobre o pleito. Vasques permaneceu a noite na PF de Foz do Iguaçu, antes de ser transferido para Brasília.
Antecedentes e contexto da condenação
Vasques já havia sido condenado a 24 anos e seis meses de prisão pelo STF, no âmbito da trama golpista, por participação em atividades como organizações criminosas e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A decisão ocorreu no núcleo 2 do caso.
A prisão recente no Paraguai se deu após a Polícia Nacional confirmar a detenção nele no Aeroporto de Assunção, ao tentar embarcar para El Salvador com documentos supostamente falsos. A detenção foi comunicada após alerta do Comando Tripartite entre Brasil, Argentina e Paraguai.
Detalhes da atuação e desdobramentos
A PF informou que Vasques deixou Santa Catarina e seguiu de carro até Assunção. Segundo a investigação, ele buscava fugir durante uma eventual saída de território. A fuga foi abortada pela ação policial no aeroporto paraguaio.
A defesa sustenta que Vasques foi alvo de notícia falsa e de uma “tempestade midiática”. O advogado nega que o ex-diretor tenha atuado para impedir o deslocamento de eleitores durante as eleições de 2022.
Situação processual e próximos passos
Vasques já foi detido na Papuda em agosto de 2023, por ordem de Moraes, que autorizou medidas cautelares como tornozeleira eletrônica e proibição de sair do país. A pena ainda não começou a ser cumprida, devido a recursos em andamento.
O ex-diretor pode permanecer em custódia até nova decisão judicial. A transferência para um regime mais adequado depende de avaliação do STF e de decisões administrativas da Justiça brasileira.
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