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STF concede prisão domiciliar a Filipe Martins e a outros condenados

STF autoriza dez prisões domiciliares de condenados por golpe; militares e delegada da Polícia Federal sob monitoramento, com tornozeleira, passaportes apreendidos e restrições

Defesa afirma que Filipe Martins, condenado a mais de 21 anos de prisão, foi alvo de um "julgamento político" no STF. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • STF autorizou dez prisões domiciliares de condenados por tentativa de golpe, com monitoramento eletrônico, entrega de passaportes, proibição de visitas e veto a redes sociais, cumpridas em vários estados e no Distrito Federal.
  • Alvos incluem Filipe Martins e outros militares das Forças Armadas, além de uma delegada da Polícia Federal; principais medidas alcançam os núcleos 2, 3 e 4 da trama golpista, enquanto o núcleo 1 já tinha início de cumprimento.
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, foi citado nas ordens, mas não foi localizado pela Polícia Federal; decisão específica sobre seu mandado ainda não foi publicada pela Justiça.
  • Medidas ocorrem após a tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, que tentou embarcar para El Salvador; Moraes afirmou haver fundado receio de fuga.
  • Entre os condenados, as penas variam de 8 anos e 6 meses a 17 anos de prisão, incluindo Filipe Martins (21 anos) e demais militares mencionados.

Foi autorizada pelo STF a prisão domiciliar de dez condenados ligados à tentativa de golpe que visava manter Jair Bolsonaro no poder ao fim de 2022. As medidas ocorrem após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, que tentou embarcar para El Salvador. O cumprimento envolve diversos estados e o Distrito Federal.

As ordens atingem os núcleos 2, 3 e 4 da trama golpista, já que o núcleo 1, que inclui Bolsonaro, já havia tido início de cumprimento de penas. As autoridades justificam as medidas para evitar novas evasões e assegurar a aplicação da lei penal.

Entre os beneficiados, está Filipe Martins, ex-assessor da Presidência da República, condenado a 21 anos. Também aparecem, entre outros, a delegada da PF Marília Ferreira de Alencar e militares das Forças Armadas.

Prisões domiciliares determinadas

Os alvos incluem o ex-assessor Filipe Martins, a delegada Marília Ferreira de Alencar e militares. As medidas preveem tornozeleira eletrônica, entrega de passaportes, proibição de visitas, veto a redes sociais e suspensão de porte de arma.

Os mandados foram cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no DF, com apoio do Exército em algumas diligências.

Condenados que tiveram prisão domiciliar decretada

  • Filipe Martins, ex-assessor da Presidência, 21 anos de prisão.
  • Marília Ferreira de Alencar, delegada da PF, 8 anos e 6 meses.
  • Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército, 13 anos e 6 meses.
  • Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército, 14 anos.
  • Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército, 17 anos.
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército, 13 anos e 6 meses.
  • Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército, 16 anos.
  • Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército, 17 anos.
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército, 17 anos.

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, também foi alvo da decisão, com pena de 7 anos e 6 meses. Ele não foi localizado pela PF; advogado informou que Rocha mudou de endereço e não forneceu o novo local. A decisão específica sobre seu mandado não havia sido publicada até o fechamento desta reportagem.

Ao justificar as prisões, o ministro Alexandre de Moraes citou o julgamento de mérito das ações penais dos núcleos 2, 3 e 4 e apontou “fundado receio de fuga”. A avaliação indica que os requisitos legais foram preenchidos para a restrição da liberdade, buscando compatibilizar a Justiça Penal com a proteção da lei penal.

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