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A imagem de Brigitte Bardot fica marcada pela política polêmica

A imagem de Brigitte Bardot fica marcada pela defesa de direitos dos animais e pelo apoio ao espectro político de direita, associada a condenações por incitar ódio racial

Brigitte Bardot said she only wanted to be remembered for the animal rights struggle – which she called her sole cause.
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  • Brigitte Bardot morreu no domingo; Combina uma carreira de cinema com atuação aberta pela defesa dos direitos dos animais, ao mesmo tempo em que teve papel destacado na política de direita francesa por mais de três décadas.
  • Ela apoiou o Frente Nacional, hoje National Rally, de Jean‑Marie Le Pen e depois Marine Le Pen, mantendo fidelidade à legenda por anos.
  • Bardot foi condenada cinco vezes por incitar ódio racial, principalmente com ataques a muçulmanos e a moradores da ilha Réunion.
  • Nos últimos anos, elogiou Marine Le Pen e acompanhou o crescimento do RN nas perspectivas para a eleição presidencial de 2027.
  • Apesar de seu foco na causa animal, seu legado político é marcado por declarações controversas sobre imigração e pela associação com o espectro político de direita.

Brigitte Bardot, ícone do cinema francês, faleceu neste domingo. Nos últimos anos, sua atuação recebeu nova atenção devido aos seus posicionamentos políticos, além de sua longa trajetória como ativista pelos direitos dos animais.

Aos 89 anos, Bardot ficou conhecida por apoiar o far-right francês por mais de três décadas, especialmente o grupo que hoje é o RN. Seu apoio a Marine Le Pen ficou evidente em momentos-chave até sua morte.

Bardot também teve uma vida pública marcada por controvérsias. Ela foi condenada cinco vezes por incitar o ódio racial, com críticas a muçulmanos e a imigrantes, além de comentários sobre Réunion.

Legado político e relações com o RN

A trajetória eleitoral da atriz começou com o Front National, hoje National Rally, sob Jean‑Marie Le Pen. Anos depois, ela apoiou a filha dele, Marine Le Pen, em várias disputas presidenciais, inclusive em 2012 e 2017.

Bardot defendia ações contra a presença de carnes halal e afirmou que o RN representava a única saída diante de um país que denunciava como decadente. O partido chegou a ocupar espaço relevante na política local.

A atriz era vista como símbolo de Frenchness pela direita, chegando a ter a imagem associada a Marianne, o emblema nacional. Em 2016, a polêmica em Nice envolveu o uso de Brigitte Bardot como referência de liberdade na praia.

Vida pessoal e atuação em direitos dos animais

Bardot dedicou-se amplamente à defesa animal, reunindo diferentes presidentes ao longo dos anos para tratar de questões como caça, importação de peles de filhotes e proteção de espécies. Casou-se em 1993 com Bernard d’Ormale, ex-assessor de Le Pen, permanecendo casados até a sua morte.

A relação com o cenário político permaneceu estável: Bardot chegava a elogiar políticos de espectro diverso quando, segundo ela, defendiam os direitos dos animais. Em certa ocasião, elogiou o vegetariano Jean-Luc Mélenchon, do left, pela postura ambiental.

Controvérsias públicas e posicionamentos recentes

Nos últimos anos, Bardot criticou o movimento #MeToo, recebendo críticas de setores históricos de defesa dos direitos das mulheres. Em entrevista recente, afirmou que feminism não fazia parte de suas pautas, mantendo o tom polêmico.

Entre 2013 e 2014, Bardot chegou a ameaçar buscar cidadania russa para defender animais em Lyon, depois mudou de posição em relação a Vladimir Putin, acompanhando narrativas políticas divergentes.

A trajetória de Bardot fica marcada por uma dualidade: defesa ferrenha dos direitos dos animais e uma atuação política que gerou debates persistentes sobre imigração e liberdade de expressão. O tempo dirá como será lembrada pela sociedade.

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