- A direita, principalmente PL e Novo, prepara uma ofensiva para as eleições de 2026 com o objetivo de alcançar a maioria no Senado e frear decisões do STF, além de viabilizar impeachment de ministros da Suprema Corte.
- O Senado é a única casa que pode processar e julgar pedidos de impeachment de ministros do STF; ter maioria é visto como crucial para avançar essa pauta.
- Nomes cotados incluem Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Bia Kicis (PL), além de Deltan Dallagnol (Novo), Cristina Graeml (União) e Marcel van Hattem (Novo).
- Em jogo estão 54 vagas de um total de 81; é preciso ao menos 41 senadores para um bloco estável, com possibilidade de chegar a 54 dependendo de decisão do STF, e a disputa interna é acirrada.
- Entre os nomes em destaque, Nikolas Ferreira (PL) é o mais votado do país, mas não terá idade mínima de 35 anos para o Senado; a eleição pode incentivar mudanças nas articulações estaduais.
O grupo de lideranças da direita pretende lançar uma ofensiva política para as eleições de 2026, com mira na maioria no Senado. A estratégia envolve atrair apoios de legenda como PL e Novo para frear decisões do STF e viabilizar processos de impeachment contra ministros da Corte, se necessário. O objetivo é consolidar um bloco capaz de atuar de forma contrária às medidas da Suprema Corte.
A ofensiva busca consolidar uma bancada capaz de ter peso suficiente para avançar com a pauta de impeachment e pressionar tribunais superiores. A ideia é articular ações políticas que respaldem a chamada “linha de oposição” ao STF, ampliando a atuação congressual do grupo.
A disputa acontece em meio à expectativa de renovação de 54 das 81 vagas do Senado, em 2026, com duas cadeiras por estado. O principal desafio é formar uma maioria estável de pelo menos 41 senadores, número que pode subir dependendo de decisões judiciais.
Cenário do Senado em 2026
A ofensiva envolve nomes cotados para a chapa conservadora, com destaque para Michelle Bolsonaro (PL-DF), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF). Outros nomes citados incluem Deltan Dallagnol (Novo-PR) e Marcel van Hattem (Novo-RS). Críticos do STF integram o conjunto de postulantes ao Senado.
Especialistas veem uma disputa acirrada pela ocupação de duas vagas por estado, o que pode intensificar a polarização. A composição do Senado dependerá de alianças regionais e estratégias para alcançar o mínimo de 41 parlamentares que sustentem o bloco.
Perspectivas e nomes em jogo
Além dos referidos, há a possibilidade de candidatura de Nikolas Ferreira (PL-MG), que, apesar de ser o candidato mais votado no país, não atingirá a idade mínima de 35 anos para o Senado. Outros nomes em avaliação incluem Ricardo Salles (Novo-SP) e senadores como Carlos Portinho (PL-RJ) e Marcos Rogério (PL-RO), que podem buscar a reeleição.
A movimentação também envolve a família Bolsonaro, com avaliações sobre cenários para Jair Bolsonaro, cuja inelegibilidade provável pode abrir espaço para que Michelle, Eduardo, Flávio ou Carlos busquem vagas ou apoio à eventual candidatura presidencial, alterando as articulações políticas nos estados.
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