- Em 2025 houve amplo debate sobre masculinidade tóxica, misoginia, licença-paternidade e saúde mental, impulsionado pela série Adolescentes e pela discussão sobre a manosfera.
- A produção gerou atenção desde escolas até o Parlamento ao destacar a radicalização online de um garoto de 13 anos.
- O governo britânico lançou a primeira Estratégia de Saúde Masculina da Inglaterra e, um mês depois, uma estratégia contra Violência contra Mulheres e Meninas, com foco na prevenção da misoginia.
- Um grupo parlamentar formado por membros do Partido Trabalhista busca orientar jovens homens longe de influenciadores tóxicos, promovendo mensagens positivas.
- Apesar de acusações, a influência de figuras misóginas como Andrew Tate persiste, levando movimentos como Movember e Equimundo a financiar coletivos que promovem masculinidades saudáveis.
Desde o início do ano, a discussão sobre meninos ganhou espaço no debate público do Reino Unido. A série Adolescentes, que aborda a radicalização online de um garoto de 13 anos, foi apontada como catalisadora do tema, ao lado de debates sobre masculinidade tóxica.
O conteúdo provocou reações em instâncias oficiais e na sociedade civil. O primeiro-ministro classificou o tema como difícil de acompanhar, enquanto uma força policial britânica pediu aos pais mais atenção aos sinais de alerta. O debate também ganhou força em escolas e no Parlamento.
Ampliação do foco
Em junho, ocorreu uma mobilização de paternidade na capital londrina e em Edimburgo, com protestos pela baixa licença-paternidade. No mesmo período, o governo lançou a primeira Estratégia de Saúde Masculina para a Inglaterra, seguida por uma estratégia antiviolência contra mulheres e meninas, com foco na prevenção de comportamentos misóginos entre jovens.
Iniciativas e interlocutores
Especialistas recomendam redirecionar o foco de discussões sobre toxicidade para a promoção de modelos positivos. Parlamentares do Labour formaram um grupo dedicado a homens e meninos, que atua a partir de redes de comunicação e iniciativas públicas. Dados sobre figuras como Andrew Tate mostram que a influência persiste, mesmo diante de processos legais em diferentes jurisdições.
Caminhos e perspectivas
Organizações como Movember e Equimundo lançaram iniciativas para apoiar mensagens masculinas alternativas entre jovens. Pesquisas indicam que parte dos jovens já reconhece a necessidade de mudanças no ecossistema de mídia que atinge meninos. Especialistas destacam que cada lado da equação, educação e saúde mental, merece atenção contínua.
Desafios e esperanças
Analistas observam que o momento histórico favoreceu a mobilização de políticas públicas mais inclusivas para homens e meninos, sem excluir as lutas de mulheres. Grupos de referência destacam tanto os riscos quanto as oportunidades de avanços éticos e educativos, com visões de futuro mais equilibradas.
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