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O novo estado de vigilância é você

Vigilância mútua faz civis documentarem ações de fiscalização e autoridades, invertendo o equilíbrio de poder e ampliando a transparência policial

Photo-Illustration: WIRED Staff; Getty Images
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  • O secretários de Segurança Nacional dos EUA afirmou, em 2025, que identificar agentes federais em ação seria doxing e violência; especialistas divergem disso.
  • Em quase doze meses desde a segunda posse de Donald Trump, prisões e invasões de ICE e CBP, além de autoridades associadas, aumentaram, com muitos agentes ocultando identidades.
  • Surgiram grupos de “ICE watch” e apps para acompanhar atividades de imigração; vídeos de prisões de civilizados aparecem nas redes sociais.
  • Documentar a atuação policial não é novo, mas a tecnologia atual facilita que qualquer pessoa registre e compartilhe rapidamente.
  • Especialistas apontam que há uma escalada na atuação policial em comunidades, com moradores registrando ações que antes eram menos visíveis.

O governo dos Estados Unidos vive um momento em que a vigilância se inverte: civis passaram a monitorar as ações de agentes federais, assim como estes acompanham os cidadãos. A discussão ganhou destaque com declarações da secretária do Departamento de Segurança Interna sobre doxing de agentes, que tiveram efeito controverso, segundo especialistas.

Ao longo do último ano, operações de imigração executadas por ICE, CBP e autoridades locais ganharam visibilidade intensa. Arrestos, revistas e ações de fiscalização haviam aumentado, com agentes supostamente se ocultando para evitar identificação pública.

Cidadãos e comunidades registram e compartilham vídeos de abordagens, detenções em estacionamentos e movimentações de equipes de fiscalização. Apps de rastreamento e feeds de redes sociais se difundiram, documentando atividades que antes ficavam em segredo.

Especialistas em privacidade indicam que a prática de registrar ações da polícia não é nova, mas ganhou dimensões sem precedentes com a ubiquidade de smartphones. O registro público entrou na rotina de quem presencia operações, dizem.

Analistas apontam que a tecnologia facilita a divulgação rápida de imagens, o que aumenta a pressão sobre as autoridades e oferece maior transparência para a sociedade. A tendência envolve tanto defesa dos direitos civis quanto riscos de exposição injusta.

Historicamente, a documentação de ações policiais já ocorreu desde ocorrências marcantes dos anos 1990, quando câmeras trouxeram episódios de violência à tona. Hoje, a prática se tornou comum em diversas cidades, com o objetivo de preservar a responsabilização.

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