- Deputados de oposição retornaram a Brasília para protocolar pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, mesmo com recesso em vigor.
- Eles dizem possuir apoio de cerca de 50 parlamentares e pretendem abrir uma CPI para apurar o suposto contrato milionário entre a esposa de Moraes e o Banco Master.
- O caso envolve investigações da Operação Compliance Zero sobre operações com títulos supostamente falsos, ligadas à venda do Banco Master ao BRB, avaliadas em aproximadamente R$ 12,2 bilhões.
- O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro; o controlador Daniel Vorcaro foi preso e liberado pouco depois.
- O relacionamento entre ministros do STF e o Banco Master é alvo de críticas, com presença de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux em eventos patrocinados pelo banco, além de decisões de Toffoli após a prisão de Vorcaro e a adoção de sigilo no caso.
Deputados da oposição desembarcaram em Brasília nesta segunda-feira (29) para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A ação ocorre durante o recesso parlamentar, com intenção de pedir abertura de investigação sobre suposto contrato da esposa do ministro com o Banco Master.
Os parlamentares afirmam ter apoio de cerca de 50 colegas e planejam instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o caso. Entre as reivindicações, envolve-se a liquidação do Banco Master e possíveis ligações com ministros do STF em operações relativas ao banco.
A pauta surge no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga operações financeiras ligadas ao banco. O Master foi liquidado pelo Banco Central, em novembro, e seu controlador, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso e liberado dias depois.
Contexto do caso
O tema envolve a atuação de magistrados, após o desdobramento das investigações sobre supostos títulos falsos avaliados em bilhões de reais. Eventos realizados no exterior, com a participação de ministros do STF, também são mencionados na narrativa que acompanha o caso.
Dias Toffoli, Moraes, Gilmar Mendes e Luiz Fux aparecem entre os nomes citados em ligações com o Banco Master. A discussão pública inclui decisões judiciais, viagens oficiais e a remessa de peças processuais entre instâncias. O Ministério Público Federal defende encaminhar o caso à primeira instância, por não envolver núcleo com foro privilegiado.
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