- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master.
- O documento não tem relação direta com processos já tramitando no Supremo Tribunal Federal sobre o tema.
- O pedido acionava crimes de tráfico de influência e violação aos princípios da Administração Pública, com base em reportagens sobre suposta interlocução entre Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e contrato da esposa dele com o banco.
- O PGR afirmou não existir lastro probatório mínimo que sustente a acusação contra Galípolo ou Moraes e ressaltou a ausência de ingerência ou ilegalidade.
- Enio Murad disse que vai recorrer da decisão, enquanto a imprensa foi apontada como tendo divulgado informações sob sigilo.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master. A peça foi apresentada pelo advogado Enio Murad e não tem relação direta com processos no STF.
Segundo a PGR, não houve lastro probatório mínimo para sustentar acusações de tráfico de influência ou violação à Administração Pública. A decisão aponta ainda que não houve ingerência comprovada por Moraes.
A decisão, assinada em 27 de dezembro, afirma que reportagens com base em fontes sigilosas não apresentaram elementos concretos que comprovem as alegações. O sigilo de fonte foi citado como limitante na apuração.
Arquivamento e fundamentos
O PGR destacou que a relação entre a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master não configura ilegalidade. A análise também estabelece que a atuação da Suprema Corte não abrange contratos entre particulares mantidos por advogados.
Reações e próximos passos
Enio Murad disse à CNN Brasil que vai recorrer da decisão. A defesa pretende contestar o arquivamento por meio dos recursos cabíveis.
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