- Artistas cancelam apresentações no Kennedy Center, que passou a se chamar Trump-Kennedy Center após votação do conselho diretor.
- A decisão gerou reação de Richard Grenell, presidente da instituição, que acusou artistas de serem ligados à esquerda e chamou o movimento de boicote.
- The Cookers cancelou show marcado para 31 de dezembro; a banda afirmou que a liberdade de expressão é essencial na música.
- Doug Varone and Dancers também cancelaram apresentação prevista para abril de 2026, citando a mudança de nome e o novo rumo da casa.
- A mudança de nome e de posicionamento da instituição coincidiu com corte de shows de drag e de eventos LGBTQIA+, além de aumento de atividades ligadas a setores conservadores; ingressos teriam registrado queda.
O Kennedy Center, em Washington, anunciou uma mudança de nome para Trump-Kennedy Center após uma votação unânime do conselho diretor, dia 18 de dezembro. A decisão foi tomada pela nova direção, composta principalmente por aliados do presidente Donald Trump.
Diversos artistas cancelaram apresentações marcadas para o fim do ano e para 2026, citando a mudança de nome da casa cultural. Os cancelamentos afetam shows programados por The Cookers, grupo de jazz, e pela companhia Doug Varone and Dancers.
Contexto da decisão e reações
Richard Grenell, presidente do Kennedy Center, criticou os cancelamentos e descreveu os artistas como ativistas associados à esquerda. Em mensagem publicada em rede social, ele afirmou que o negócio era resultado de uma boicote e que a antiga gestão contratou os intérpretes.
The Cookers informou que manterá o compromisso com o público quando retornar ao palco, destacando a liberdade de pensamento e de expressão no jazz. A apresentação de 31 de dezembro foi cancelada.
Doug Varone and Dancers também desistiu da temporada prevista para abril de 2026, alegando que a renomeação da sala representa uma mudança incompatível com a instituição. A companhia afirmou que não pode pedir ao público que apoie um espaço que não reconhece toda a comunidade artística.
O episódio ocorre em meio ao anúncio de que o espaço passará a abrigar conferências e eventos alinhados a perspectivas conservadoras, com menos atividades associadas à cultura LGBTQIA+. A direção afirma buscar um equilíbrio entre várias vozes.
A imprensa norte-americana aponta queda gradual na venda de ingressos desde a chegada do novo conselho, ainda sem números oficiais divulgados pelo Kennedy Center. O tema gerou debate sobre impacto cultural e financeiro da mudança de nome.
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