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Em Oldham, vítimas de grooming tiveram falhas no atendimento

Inquérito nacional investiga falhas em Oldham na proteção de meninas, com respostas atrasadas por temores de alimentar extremismo e questões étnicas

The inquiry will look at what went wrong in Oldham, Greater Manchester, and how ‘ethnicity, religion or culture played a role in responses’. Photograph: Mark Waugh/Alamy
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  • Em Oldham, desde 2003 girls de casas de crianças sumiam repetidamente, sendo acolhidas por vários homens; até 2006 havia sinais de grupos mirando alunos de escolas, com uma menina conhecida como Child X abusada por cerca de 300 homens até os 14 anos.
  • A operação Messenger, iniciada em 2006 para combater a exploração sexual, recebeu prêmio, mas avaliação de 2022 apontou falhas graves no trabalho de polícia e serviços sociais, com falta de coordenação entre agências.
  • Uma comissão nacional sobre gangues de grooming investigará o que deu errado em Oldham e se fatores étnicos, religiosos ou culturais influenciaram as respostas.
  • Samantha Walker-Roberts, sobrevivente, luta por uma investigação independente; apenas um suspeito foi condenado e evidências forenses-chave foram destruídas ou devolvidas ao advogado.
  • A violência histórica levou a debates sobre equilibrar a resposta pública sem favorecer grupos de extrema direita; a polícia continua investigações longas sobre exploração infantil histórica em Manchester e arredores.

A cidade de Oldham, em Greater Manchester, voltou aos holofotes por falhas históricas no enfrentamento de exploração sexual de crianças. Um inquérito nacional sobre gangues de grooming irá investigar o que deu errado na cidade, incluindo a forma como questões de etnia, religião ou cultura influenciaram as respostas das autoridades. O tema ganha dimensão ao abordar décadas de negligência institucional e proteção desigual às vítimas.

Entre 2003 e 2006, trabalhadores sociais identificaram padrões de girls desaparecidas de casas de crianças, muitas vezes localizadas nos mesmos locais e sob o controle de diferentes homens. A preocupação aumentou com relatos de alvos em escolas. Um caso específico envolveu uma menina que, aos 12 anos, já padecia de abusos por vários homens e dependência de drogas.

O inquérito nacional, anunciado após controvérsia pública no início de 2025, terá como foco a resposta das autoridades de Oldham e como fatores culturais influenciaram as ações oficiais. A investigação também examina falhas de coordenação entre polícia, serviços sociais, saúde e organizações de proteção infantil que persistiram ao longo de anos.

Histórico da resposta institucional

Operação Messenger, criada em Oldham para enfrentar a exploração sexual, reuniu polícia, assistência social, saúde e uma ONG. Embora tenha recebido reconhecimento, avaliações posteriores indicaram falhas graves na qualidade dos casos e na ativação de procedimentos de proteção, afetando diversas vítimas.

Desdobramentos e impactos

A auditoria de 2022, encomendada pelo prefeito de Greater Manchester, concluiu que o atendimento aos casos foi amplamente inadequado. A revisão não encontrou indícios de ocultação deliberada por parte da prefeitura, mas apontou problemas de gestão e coordenação entre os serviços.

Vítimas e lições aprendidas

Uma jovem que passou por múltiplos abusos, conhecida como Child X nos registros, tornou-se porta-voz da luta por uma apuração independente. Ela argumenta que as autoridades não a ouviram adequadamente e que o tratamento das vítimas precisa melhorar drasticamente para evitar a repetição de casos. A agenda do inquérito nacional inclui a avaliação de como as vítimas foram tratadas ao longo do tempo, bem como medidas para evitar novas falhas.

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