- O deputado Carlos Jordy afirma ter 205 assinaturas suficientes para apresentar o pedido de CPMI sobre o Banco Master; até agora, segundo ele, 177 deputados e 28 senadores já apoiaram.
- Para abrir a CPMI é preciso apoio mínimo de 171 deputados e 27 senadores; também depende da leitura do requerimento pelo presidente do Senado e do Congresso.
- A apresentação do protocolo deve ocorrer em fevereiro, quando o Congresso retomar o recesso, conforme explicou Jordy.
- A CPMI do Master visa investigar fraudes financeiras atribuídas ao banco, com a PF estimando valores de até R$ 12,2 bilhões; o texto também menciona а investigação de conexões político-institucionais.
- Jordy citou a possibilidade de ouvir Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, sobre contrato de sua empresa com o Master, associando a agenda à CPMI do INSS.
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da oposição na Câmara, disse ter reunido 205 assinaturas para a instalação da CPMI do Master. O pedido envolve o caso do Banco Master e a apuração de irregularidades.
Segundo Jordy, já há apoio de 177 deputados e 28 senadores. Para abrir a CPMI é preciso 171 deputados e 27 senadores, além da leitura do requerimento pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre.
A oposição informou, na noite de segunda-feira, que buscará viabilizar a CPMI e, ao mesmo tempo, manter pressão sobre o governo. O registro do protocolo depende da retomada dos trabalhos do Congresso, em fevereiro, após o recesso.
Jordy declarou à CNN que apresentar o pedido em fevereiro facilita ampliar a base de apoio à comissão, diante de possíveis pressões para retirada de assinaturas. Ele mencionou ainda a necessidade de ampliar o quadro de apoios.
A CPMI do Master visa apurar fraudes financeiras associadas ao banco, com estimativas da Polícia Federal de até 12,2 bilhões de reais. Os proponentes afirmam que a comissão poderá investigar conexões político-institucionais relacionadas aos fatos.
O deputado citou que as investigações criminais existentes não abrangem todas as dimensões do caso, como responsabilidades políticas, falhas regulatórias e impactos econômicos. A ideia é aperfeiçoar a legislação para evitar casos semelhantes.
Na semana passada, Jordy defendeu a abertura da CPMI para ouvir Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, sobre contrato entre a empresa de advocacia dela e o Master. A justificativa é ampliar o escrutínio sobre o tema.
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