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Federação argentina de futebol em crise antes da Copa por vila misteriosa e dinheiro sujo

Villa de Pilar vira foco de investigação de lavagem de dinheiro ligada à AFA, com heliporto e 54 veículos; Receita aponta quase US$ 13 milhões em impostos não recolhidos

A member of the Argentine Federal Police walks after seizing a printer from the Claudio Chiqui Tapia stadium, which belongs to the soccer team Barracas Central, during a raid, amid an investigation into alleged money laundering involving the Argentine Football Association and a group of soccer clubs, according to local media, in Buenos Aires, Argentina, December 9, 2025.
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  • A polícia vasculhou a villa em Pilar, onde foram encontrados heliporto, estábulos e 54 veículos, alimentando suspeitas de lavagem de dinheiro ligada a Chiqui Tapia e a Pablo Toviggino.
  • A denúncia afirma que a propriedade foi adquirida em 2024 por uma empresa de parentes de Pantano, por US$ 1,8 milhão, com ligações ao futebol argentino.
  • A Receita Federal acionou questionamentos sobre retenção de impostos de cerca de US$ 13 milhões e pediu explicações contábeis sobre entradas de quase US$ 0,5 bilhão desde 2017.
  • Investigações anteriores incluíram raids na sede da AFA e em mais de uma dúzia de clubes, no âmbito de apuração de transações financeiras ligadas ao futebol.
  • A AFA afirmou estar sendo atacada pelo governo de Javier Milei e não respondeu a pedidos de entrevista sobre as investigações em curso.

AFA vive crise com novas acusações de lavagem de dinheiro envolvendo propriedade em Pilar. Na villa investigada, policiais encontraram heliporto, estábulos e 54 veículos, ampliando as suspeitas sobre operações financeiras ligadas à gestão do futebol argentino. As denúncias apontam conexão com a presidência de Chiqui Tapia e o tesoureiro Pablo Toviggino.

A denúncia feita pela Coalición Cívica sustenta que a propriedade foi adquirida por uma empresa ligada a parentes de Ana Lucía Conte e Luciano Nicolás Pantano, por US$ 1,8 milhão. O negócio estaria vinculado ao mundo do futebol e a acusações de uso da villa como fachada para lavagem de dinheiro.

Também há alegação de retenção de impostos, com a Receita cobrando cerca de US$ 13 milhões, e pedidos oficiais para explicações contábeis sobre entradas financeiras próximas a US$ 500 milhões desde 2017. Autoridades não divulgaram respostas oficiais até o momento.

Controvérsia e desdobramentos

A investigação envolve a AFA, clubes associados e a empresa de serviços financeiros ligada às transferências. Polícia já havia cumprido mandados na sede da entidade e em mais de uma dezena de clubes no início de dezembro, no âmbito de apuração de lavagem de dinheiro.

A declaração pública da AFA afirmou estar sob ataque político, citando críticas do governo à forma de organização das agremiações, que historicamente operam como entidades sem fins lucrativos. A entidade ressaltou conquistas recentes no âmbito nacional e internacional desde 2017.

Relatos de investigadores indicam que familiares de Toviggino teriam autorização para dirigir parte dos veículos encontrados na villa, bem como passagem de helicóptero para a propriedade. A Justiça solicitou informações sobre pilotos e passagens registradas.

As autoridades não confirmaram detalhes sobre possíveis desdobramentos na participação da seleção argentina em eventos internacionais, mantendo o foco nas investigações em curso. A situação segue sob acompanhamento público.

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