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Flávio chama Moraes de “abjeto” após negarem domiciliar Bolsonaro

Moraes rejeita domiciliar de Bolsonaro; filhos atacam o ministro e reforçam dúvidas sobre a saúde do ex-presidente, ainda internado

Da direita pra a esquerda: O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ministro Alexandre de Moraes do STF
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  • Moraes negou o pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro, mantendo a prisão na Superintendência da Polícia Federal.
  • Bolsonaro continua internado no hospital DF Star, em Brasília, com alta prevista para esta quinta-feira (1º); já realizou cirurgias e passaram-se quatro procedimentos na última semana.
  • Laudos médicos apontam necessidade de cuidados permanentes e indicam risco de AVC devido a complicações de saúde, o que embasaria a negativa à liberdade domiciliar.
  • Flávio Bolsonaro chamou Moraes de “abjeto” após a decisão e questionou a saúde de Bolsonaro nas redes sociais.
  • Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro também criticaram a decisão, segundo publicações nas redes; CNN Brasil procurou Moraes para comentar.

O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro, que segue internado em Brasília após cirurgia. A defesa havia apresentado o pleito na véspera, alegando necessidade de cuidados permanentes. Moraes manteve a prisão na Superintendência da Polícia Federal e destacou que não houve agravamento do quadro de saúde.

Segundo Moraes, não existiram novos fatos que justifiquem a domiciliar neste momento. O laudo médico aponta melhora dos desconfortos pós-operatórios, mas indica necessidade de monitoramento e cuidados que não seriam viáveis na prisão. O ministro ainda informou que as prescrições médicas podem ser cumpridas na PF.

Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília, há quase dez dias, após cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Ao todo, já passou por quatro procedimentos em uma semana, e há previsão de alta para esta quinta-feira, conforme informações de fontes oficiais da saúde.

Reações familiares

Flávio Bolsonaro chamou Moraes de abjeto e questionou a em que pese à avaliação médica, o resultado apontaria evolução que sustente a permanência. O líder do PLRJ exaltou a condição de saúde, citando risco de agravamento. A postagem manteve o tom crítico nas redes sociais.

Eduardo Bolsonaro classificou a decisão como atrocidade humanitária, referindo-se ao que chamou de tratamento à saúde do pai. Carlos Bolsonaro também criticou o ministro em publicações, ao comentar o estado de saúde e a decisão judicial.

As críticas vieram poucas horas após o desembarque público da decisão, e não houve resposta oficial de Moraes. A CNN Brasil confirmou o conteúdo das publicações, sem apresentar novas informações sobre o processo judicial.

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