- Nova sondagem divulgada ao Guardian mostra que setenta por cento das pessoas apoiam restrições mais duras a anúncios de jogos de azar no Reino Unido, incluindo patrocínios.
- Vinte e sete por cento dizem que as operadoras não deveriam se promover de forma alguma.
- A pesquisa aumenta a pressão política para impor limites rígidos a publicidade e patrocínios de jogos de azar neste ano.
- Desde 2005 houve desregulamentação que ampliou a publicidade, com código “whistle-to-whistle” antes de nove da noite em eventos e cerca de vinte por cento das peças dedicadas a jogo responsável.
- O governo afirma não ter planos de legislar restrições, mas reconhece a necessidade de proteger crianças e vulneráveis; representante da indústria diz que a publicidade está sob diretrizes rígidas e que o setor vem reduzindo os gastos.
Ministérios britânicos enfrentam pressão para restringir anúncios de jogos de azar, diante de uma sondagem que aponta forte apoio público a restrições mais duras. A pesquisa foi divulgada ao Guardian e mostra apoio maciço a mudanças no setor de publicidade.
A sondagem, realizada por More in Common e encomendanda pela Campaign to End Gambling Advertising, indica que 70% dos respondentes apoiam limites mais rigorosos em publicidade e patrocínio, enquanto 27% dizem que as operadoras não deveriam se promover.
Desde 2005, com a desregulamentação promovida pelo governo de Tony Blair, os anúncios cresceram, mesmo com medidas como o código whistle-to-whistle antes de 21h em eventos esportivos e 20% de investimento em publicidade responsável. O lobby do setor contesta números.
O relatório, assinado por ex-líder do Partido Conservador, Iain Duncan Smith, sustenta que uma regulação mais firme seria amplamente apoiada entre eleitores de diferentes espectros políticos. O objetivo seria proteger a próxima geração de danos do jogo.
Beccy Cooper, deputada trabalhista, afirmou que as regras atuais não são mais suficientes e que promoções saturam TV, redes sociais e marketing de influenciadores, expondo jovens. Ela defende mudanças urgentes para reduzir danos.
Will Prochaska, da Campaign to End Gambling Advertising, destacou preocupações com a exposição de crianças nas redes sociais e em jogos digitais, defendendo medidas adicionais para proteção infantil. O grupo pediu ações do governo.
O governo afirmou que não há planos imediatos de legislar sobre publicidade de jogos de azar, mas reconhece necessidade de evitar danos e trabalha com indústria para proteger crianças e vulneráveis. A BGC ressaltou que anunciantes devem seguir diretrizes rígidas.
A BGC enfatizou queda nominal dos gastos com publicidade nos últimos anos e destacou que pesquisas não estabelecem relação causal entre publicidade e jogo problemático. Também sinalizou cautela com novas tributações ao setor.
Segundo a sondagem, 65% dos entrevistados defendem uma atuação mais restritiva, com o setor de jogos à frente de áreas como tecnologia e IA, finanças e aviação. Ainda, apenas 8% preferem aumento do setor; 47% querem redução.
Ao analisar o varejo, 44% dos respondentes preferem lojas vazias a novos espaços de jogos na sua região, enquanto 27% optam por locais de entretenimento. Comentários sobre impacto das apostas continuam em pauta na imprensa.
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