- O presidente Daniel Noboa declarou estado de exceção por 60 dias em nove províncias do país e em mais três localidades (La Maná, Las Naves e Echeandía) devido a homicídios ligados ao narcotráfico.
- Entre 1º de novembro e 23 de dezembro houve mais de 1.200 homicídios nas províncias abrangidas, com a maioria das mortes em Guayas.
- Entre janeiro e novembro de 2025, foram registrados mais de 8.300 assassinatos no Equador, segundo o Ministério do Interior.
- O Observatório do Crime Organizado projeta 52 mortes por cada 100.000 habitantes em 2026, após o recorde de 2025.
- O decreto autoriza buscas imediatas para localizar membros de grupos armados, armas, munições, explosivos ou drogas nas áreas afetadas.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou estado de exceção em nove províncias do país neste fim de ano. A medida foi anunciada na quarta-feira (31) para enfrentar o aumento de homicídios ligados ao narcotráfico. A atuação ocorrerá por 60 dias.
Entre janeiro e novembro de 2025, o país registrou mais de 8.300 homicídios, segundo o Ministério do Interior. O número indica crescimento em relação a 2023, quando o país teve o recorde de 47 mortes por 100 mil habitantes.
O estado de exceção atingirá as províncias costeiras de Guayas, Manabí, Santa Elena, Los Ríos, El Oro, Esmeraldas e Santo Domingo; as regiões andina Pichincha e amazônica Sucumbíos. Também inclui La Maná (Cotopaxi) e Las Naves e Echeandía (Bolívar).
De 1º de novembro a 23 de dezembro, foram registrados mais de 1.200 homicídios nessas nove províncias. A maior concentração ocorreu em Guayas, no sudoeste, segundo o decreto que instituiu a medida.
Medidas autorizadas
O decreto autoriza buscas imediatas para localizar integrantes de organizações criminosas, armas, explosivos e drogas. As forças de segurança poderão atuar sem as regras habituais de prevenção, quando houver indícios de risco à ordem pública.
O objetivo é reduzir a violência associada a redes criminosas com ligações a cartéis internacionais. O país vive um cenário de competição entre facções que utiliza o território como rota de tráfico de cocaína para mercados externos.
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