- A Polícia Federal cumpriu mandado de prisão preventiva contra Filipe Martins em Ponta Grossa, no Paraná, na manhã desta sexta-feira (2).
- A defesa afirma que a prisão não tem base legal e representa antecipação de pena sem trânsito em julgado, chamando-a de “vingança” do STF.
- Os advogados alegam que as contas digitais de Martins estavam sob custódia da equipe jurídica e que não houve descumprimento das medidas cautelares impostas.
- A defesa sustenta que o simples acesso a informações online não equivale a uso público de redes sociais, entendendo a proibição como vedação de publicações, não de consultas técnicas.
- A prisão gerou repercussões nas redes de apoiadores e opositores, incluindo críticas de deputados e apoio de Glenn Greenwald, que acusa perseguição a Martins.
A defesa de Filipe Martins relatou à imprensa que a prisão preventiva, decretada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (2) em Ponta Grossa (PR), não tem base legal e anteciparia pena sem trânsito em julgado. O mandado foi cumprido pela PF na manhã de hoje.
O advogado Jeffrey Chiquini afirmou, em vídeo divulgado na rede X, que não houve justificativa legal para a medida, caracterizando-a como vingança ligada a decisões do STF. O conteúdo aponta que a prisão seria motivada por questões políticas.
Segundo a defesa, Martins não descumpriu medidas cautelares previstas pelo STF e não utilizou redes sociais ativamente durante o cumprimento da prisão domiciliar. A equipe sustenta que não houve postagens, interações ou comunicações públicas.
Contas digitais sob custódia
Na manifestação ao STF, os advogados dizem que as contas digitais ligadas a Martins estão sob custódia da equipe jurídica para preservar provas e facilitar a ampla defesa. A defesa afirma que esse controle é técnico e interno, sem manifestação pública.
Os advogados ainda afirmam que simples acesso a informações em plataformas digitais não configura uso de redes sociais, conforme a cautelar. A vedação seria, portanto, restrita a publicações ou comunicações públicas.
Repercussões entre autoridades e veículos
Parlamentares associaram o caso à decisão de Moraes, sugerindo perseguição política e ataques às instituições. A leitura dos fatos pela base de apoio ao governo gerou críticas à autoridade que ordenou a prisão.
Entre comentários de jornalistas e analistas, há menção a disputas políticas em torno do uso de redes e de plataformas digitais. A discussão inclui avaliações sobre objetivos das medidas cautelares aplicadas.
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