- Filipe Martins, ex-assessor de assuntos internacionais de Jair Bolsonaro, foi preso pela Polícia Federal por descumprimento de medidas cautelares ao usar redes sociais.
- A prisão ocorreu em Ponta Grossa, no Paraná, e ele deve passar por audiência de custódia, mantendo-se preso até esgotar os recursos.
- Martins já foi condenado a vinte e um anos de prisão e é apontado pela Procuradoria-Geral da República como responsável por operacionalizar a tentativa de golpe em vinte e vinte e dois.
- O Supremo Tribunal Federal avaliou que ele foi o autor de uma minuta apresentada a Bolsonaro e a comandantes militares, que previa a prisão de Moraes e a anulação do resultado da eleição.
- A Polícia Federal afirma que Martins escreveu o discurso de derrota eleitoral, conhecido como Discurso 31-10.docx, encontrado na casa de Tércio Arnaud Tomaz; ele estava em prisão domiciliar desde vinte e sete de dezembro.
Preso hoje pela Polícia Federal, Filipe Martins, ex-assessor de assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, é apontado pela Justiça como um dos articuladores da tentativa de golpe de Estado em 2022. A prisão ocorreu por descumprimento de medidas cautelares que impediam o uso de redes sociais.
Martins foi detido em Ponta Grossa, no Paraná, aos 38 anos. Ele deverá passar por audiência de custódia e pode permanecer na cidade enquanto trâmites processuais seguem. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, com base no comportamento do acusado nas redes.
O ex-assessor já havia sido condenado a 21 anos de prisão no âmbito do núcleo 2 da operação que mira a tentativa de alterar o resultado das eleições de 2022. A Procuradoria-Geral da República também o acusa de ter operacionalizado a fraude política.
Um documento apontado pela Justiça indica que Martins teria elaborado uma minuta de golpe entregue a Bolsonaro e a comandantes militares, sugerindo a prisão de Moraes e a anulação do pleito. As investigações indicam que o material foi elaborado para respaldar ações contra o resultado eleitoral.
Segundo a PF, Martins também escreveu um rascunho de discurso de derrota, previsto para ser lido por Bolsonaro após o pleito de 2022. O arquivo, denominado Discurso 31-10.docx, foi encontrado na residência de outro ex-assessor de Bolsonaro e, conforme apuração, o texto foi produzido pelo ex-assessor.
A investigação aponta ainda que o discurso seria uma mensagem aos eleitores para sustentar a narrativa de fraude, incluindo a ideia de que urnas, algoritmos e ataques de terceiros teriam influenciado a derrota. O material recuperado envolve trechos que contestam o resultado.
A defesa de Martins sustenta que a prisão não teve relação com o descumprimento de medidas cautelares, mas reconhece que a regressão ocorreu após a prisão de um ex-diretor da PRF. O advogado afirmou que Martins estava cumprindo as cautelares de forma exemplar e que apresentará recursos cabíveis.
Contexto e próximos passos
- A Justiça deve avaliar se há cabimento de novas medidas ou relaxamento da prisão.
- A defesa pretende definir estratégias processuais diante da decisão de Moraes.
- A reportagem confirma que as investigações seguem para esclarecer o envolvimento de outros suspeitos no esquema.
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