- Em 2025, o governo desembolsou 31,5 bilhões em emendas parlamentares, representando 67% do total autorizado para o período.
- Somando os três primeiros anos do governo Lula, o volume efetivamente empenhado chega a 127 bilhões.
- Do total autorizado para esse tipo de despesa, quase toda a quantia foi empenhada, chegando a 47 bilhões de um orçamento de 48,5 bilhões.
- Em 2025, 83,1% das emendas pagas foram impositivas; as individuais somaram 19,9 bilhões, as de bancada 6,3 bilhões e as de comissão 5,3 bilhões, com 47,4% das emendas de comissão quitadas.
- Ao fim de 2025, havia 15,5 bilhões pendentes (5,9 bilhões individuais, 5,3 bilhões de bancada e 4,3 bilhões de comissão); na semana do Natal, foram pagos 1,53 bilhão, majoritariamente em bancadas (55%).
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou 2025 com o maior volume de pagamentos de emendas parlamentares já registrado. Ao longo do ano, foram desembolsados 31,5 bilhões para atender indicações de deputados e senadores, o que representa 67% do total empenhado no período. No total de três anos, já são 127 bilhões efetivamente empenhados.
Segundo o Siop, do Ministério do Planejamento, os números consideram informações consolidadas até 31 de dezembro de 2025. Do valor autorizado, em torno de 48,5 bilhões, quase toda a dotação foi empenhada, totalizando 47 bilhões.
Entre as modalidades, 83,1% correspondem a emendas impositivas, de pagamento obrigatório. Emendas individuais totalizaram 19,9 bilhões, bancadas estaduais 6,3 bilhões e comissões 5,3 bilhões.
Ao fim de 2025, ficaram pendentes 15,5 bilhões em emendas. Desse montante, 5,9 bilhões são de emendas individuais, 5,3 bilhões de bancada e 4,3 bilhões de comissões, segundo o levantamento.
Crescimento acelerado em uma década
O volume de emendas cresceu muito nos últimos dez anos. Em 2016, havia cerca de 9 bilhões disponíveis; em 2025, a dotação autorizada chegou a 48,5 bilhões, mais de cinco vezes maior.
O marco ocorreu a partir de 2020 com as emendas do relator, o que ficou conhecido como orçamento secreto. O STF declarou inconstitucional esse modelo em 2022, levando o Congresso a reforçar vinculação de emendas.
Comparando governos, os três primeiros anos de Bolsonaro autorizavam 83,7 bilhões, com 98% empenhados. Já nos três primeiros de Lula, foram 132 bilhões autorizados, 127 bilhões empenhados.
Na reta final de 2025, a liberação de recursos ganhou ritmo. Na semana do Natal, foram pagos 1,53 bilhão, com 55% destinando emendas de bancadas estaduais, 27% comissões e 18% individuais.
Contexto e desdobramentos
O governo diz buscar cumprir o compromisso de execução das emendas até o fim do exercício, diante de atraso na aprovação do Orçamento. O acordo envolvendo Planalto e Congresso visou compensar o tempo perdido e manter a execução orçamentária.
Fonte: levantamento do G1 com dados do Siop.
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