- O caso Master ganhou contorno no Supremo Tribunal Federal, envolvendo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli na investigação sobre venda de participação do banco ao BRB, rejeitada pelo Banco Central.
- Moraes teria pressionado o Banco Central pela operação, segundo a coluna de Malu Gaspar; o BC emitiu nota e o episódio foi considerado encerrado formalmente.
- No STF, o presidente da Corte, Edson Fachin, acompanhou de perto as publicações sobre o caso, mesmo com o silêncio público dos ministros.
- Toffoli realizou acareação sobre a liquidação do banco antes de interrogar investigados e convocou o diretor de fiscalização do BC; depois recuou e transferiu as oitivas à Polícia Federal.
- O episódio reacende o debate sobre a criação de um Código de Conduta para magistrados, defendido por Fachin, com meta de conclusão até o fim do ano.
O caso envolvendo o Banco Master ganhou visibilidade no Supremo, com acusações que envolveram os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli na apuração sobre a venda de participação do banco ao BRB, rejeitada pelo BC. Desde dezembro, os ministros evitam falar publicamente sobre o tema.
No STF, o clima foi de reserva. Moraes teria pressionado o BC para favorecer a operação, segundo a colunista Malu Gaspar. O Banco Central negou as acusações, e o tema foi considerado encerrado formalmente. Internamente, porém, o assunto ganhou contornos de desgaste institucional.
Edson Fachin acompanhou de perto as publicações relacionadas ao caso, recebendo atualizações em tempo real. Dias depois, Toffoli promoveu uma acareação sobre a liquidação do banco antes de interrogar investigados e convocou o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos. A crítica levou o ministro a recuar e transferir à PF a condução das oitivas.
Além disso, aliados de Toffoli dizem que o roteiro já constava nos autos, o que não impediu mudanças no andamento das decisões. O episódio é lembrado como um desgaste que atingiu a imagem da Corte, segundo relatos privados de membros do STF.
Código de Conduta para magistrados
A discussão sobre um Código de Conduta ganhou força após os episódios. Fachin é o principal defensor da medida, com meta de conclusão até o fim do ano. Ex-ministros apoiam a ideia, enquanto convencer os atuais colegas figura como desafio para a reforma institucional.
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