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Corporação de Radiodifusão Pública encerra após cortes federais de financiamento

CPB vota pela dissolução após quase seis décadas, diante de cortes federais de US$ 1,1 bilhão, para proteger a integridade do sistema de mídia pública

Patricia Harrison, right, president and CEO of the Corporation for Public Broadcasting, testifies before a House subcommittee in Washington DC on 28 March 2017.
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  • A Corporation for Public Broadcasting (CPB) votou pela dissolução da organização, encerrando quase seis décadas de atuação, em meio a cortes federais de financiamento.
  • O CPB foi criado pela Public Broadcasting Act de 1967 para apoiar a NPR, PBS e cerca de 1.500 estações locais de mídia pública.
  • O Congresso cortou $1,1 bilhão em financiamento, levando a dissolução prevista do CPB e ao encerramento das operações em agosto.
  • A presidente e CEO Patricia Harrison afirmou que a dissolução busca proteger a integridade do sistema de mídia pública e os valores democráticos.
  • Cerca de metade das estações atendidas é rural; donativos de até $70 milhões foram captados, mas há risco de fechamento de até 15% das estações nos próximos três anos.

A diretoria da Corporation for Public Broadcasting (CPB) votou pela dissolução da organização após quase seis décadas de operação. A decisão ocorreu em meio a cortes federais de financiamento impostos durante a gestão de Donald Trump, que resultaram em uma redução de 1,1 bilhão de dólares pelo Congresso. A dissolução busca proteger a integridade do sistema de mídia pública.

Criada pela Public Broadcasting Act de 1967, a CPB é responsável por distribuir recursos a NPR, PBS e cerca de 1.500 estações locais de mídia pública. Anualmente, a instituição repassava em torno de 500 milhões de dólares para essas redes e para as emissoras parceiras.

Fatos-chave e contexto

A ata da reunião aponta que a decisão de encerrar as atividades veio diante do cenário de financiamento defasado e de pressões políticas sobre o setor. PatricIa Harrison, presidente-executiva da CPB, ressaltou que o ato final da organização visava salvaguardar o sistema de mídia pública e os valores democráticos, evitando vulnerabilidade a novos ataques.

Desdobramentos e impactos

A dissolução ocorre após o corte de verbas federais, que afetou diretamente a capacidade de operação das estações públicas em várias regiões do país. O financiamento reduzido elevou a percepção de risco para a continuidade de serviços locais, muitos dos quais atuam como referência em áreas rurais.

Ruby Calvert, presidente do conselho da CPB, afirmou que a mídia pública pode se manter relevante mesmo com as mudanças, apontando a necessidade de o próximo Congresso definir o papel da mídia pública no país, especialmente para educação, cultura e democracia.

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