- Defesa de Filipe Martins pediu a Moraes que reveja a decisão que converteu prisão domiciliar em prisão preventiva, após denúncia de acesso ao LinkedIn.
- A defesa afirma que Martins não reconheceu uso da rede, e sim que o acesso ocorreu, na data da denúncia, pelos próprios advogados para coletar provas e sustentar nova argumentação de defesa.
- A defesa sustenta que ele detém a custódia técnica das credenciais do réu para preservar provas, auditar informações e permitir ampla defesa, inclusive para coleta de provas.
- Filipe Martins foi condenado a vinte e um anos de prisão por elaborar a minuta golpista encontrada na casa de Anderson Torres e por apresentá-la a Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada; o ministro ainda não decidiu sobre o pedido.
O Ministério da Justiça? Não. O alvo é Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais de Jair Bolsonaro. Na sexta-feira passada, ele foi preso por descumprir a proibição de usar redes sociais. A defesa pediu a Alexandre de Moraes que reavalie a decisão que transformou a prisão domiciliar em preventiva.
Segundo a defesa, Martins não reconheceu ter acessado o LinkedIn. Alega que o suposto acesso ocorreu, na data citada, por intermédio dos advogados, para coletar provas de uma nova medida para a defesa. O objetivo seria fundamentar a libertação do réu.
Os advogados afirmam que detêm as credenciais do réu para fins de preservação de prova e organização de informações para ampla defesa. Dizem ainda que Moraes não se manifestou em outros acessos às redes feitas nos autos e que Martins não teria interagido com outras pessoas.
A defesa sustenta que a decisão de punir terceiros pode criar bodes expiatórios e intimidar a defesa. O ministro Alexandre de Moraes ainda não se posicionou sobre o pedido de reavaliação.
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