- Érika Hilton (PSOL-SP) pediu à Procuradoria-Geral da República que investigue Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira por apologia ao crime e tentativa de golpe, por defenderem interferência de autoridades estrangeiras no Brasil.
- A denúncia envolve publicações que sugerem atuação de entidades estrangeiras contra autoridades brasileiras, com menção à Drug Enforcement Administration (DEA).
- As manifestações ocorreram em alusão ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou no sequestro de Nicolás Maduro e de Cilia Flores.
- Flávio Bolsonaro publicou no X uma foto de Maduro ao lado de uma reportagem sobre reunião de emergência convocada por Lula, usando apontamentos sobre o Foro de São Paulo e crimes como suposta justificativa.
- Nikolas Ferreira publicou conteúdo sugerindo prisão de um brasileiro como Maduro e divulgou um story com Lula e Maduro abraçados, acompanhado da frase “Superpromoção: prenda 1, leve 2”.
Érika Hilton (PSOL-SP) pediu à Procuradoria-Geral da República que investigue supostas práticas de apologia ao crime e tentativa de golpe por postagens de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Nikolas Ferreira (PL-MG) contra o presidente Lula. O pedido foi feito nesta segunda-feira (5).
A deputada sustenta que conteúdos divulgados sugerem a atuação de autoridades estrangeiras, especialmente a DEA, contra o Brasil. Ela afirma que as publicações extrapolam a crítica política e defendem ações contra autoridades eleitas no país.
As manifestações ocorreram em alusão ao ataque dos EUA à Venezuela, que resultou na detenção de Nicolás Maduro e de Cilia Flores. O episódio é citado como contextualização para as provocações políticas internas.
Contexto dos posts e citações
Flávio Bolsonaro publicou no X uma foto de Maduro ao lado de uma reportagem sobre a reunião de emergência convocada por Lula. A legenda mencionou o fim do Foro de São Paulo e associou crime organizado a ditaduras e eleições fraudulentas.
Nikolas Ferreira, por sua vez, postou que o brasileiro deveria ser preso como Maduro e publicou um story com Lula e Maduro abraçados, com a frase Superpromoção: prenda 1, leve 2. As publicações foram alvo de crítica por potencializar o conflito externo.
Para Érika, o uso de memes de ampla circulação não retira a gravidade da conduta, pois amplifica o alcance e normaliza a submissão do chefe de Estado a instâncias externas. A deputada aponta risco à soberania nacional.
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