- Após três negativas de prisão domiciliar, defesa e família de Jair Bolsonaro avaliam transferi-lo para o Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha.
- A Papudinha teria espaço significativamente maior, aproximadamente três a quatro vezes o tamanho da cela na Polícia Federal, além de área externa.
- Silvinei Vasques e Anderson Torres já estão na Papudinha; não há previsão de acomodar Bolsonaro junto a eles.
- O Supremo Tribunal Federal vem demonstrando cansaço com pedidos de saúde apresentados pela defesa para justificar a prisão domiciliar.
- A ideia em análise é, eventualmente, converter a prisão atual em uma espécie de regime domiciliar, caso a transferência não seja viável.
A defesa e a família de Jair Bolsonaro avaliam a possibilidade de transferência do ex-presidente para o Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha, após três negativas de prisão domiciliar. A informação é apresentada como análise de Larissa Rodrigues, publicada no Hora H.
Segundo a analista, há um entendimento preliminar entre familiares e advogados de que a Papudinha ofereceria espaço maior, estimado em três a quatro vezes o tamanho da cela atual na Polícia Federal, além de uma área externa similar a um jardim.
A hipótese ganhou força após repetidas tentativas frustradas de converter a prisão em regime domiciliar. Lopes de Oliveira, outro integrante do entorno, disse que a ideia seria manter Bolsonaro em regime mais próximo de casa, com maior abertura disciplinar.
Condições na Papudinha
A Papuda abriga uma área denominada Papudinha, que funciona mais como alojamento do que cela convencional. O espaço conta com área externa onde detentos podem circular, o que é visto como diferencial.
Relatos indicam que Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, e Anderson Torres, ex-ministro da Segurança Pública, estariam na Papudinha. Não há confirmação de que Bolsonaro ocuparia o mesmo espaço, pois não haveria disponibilidade para acomodá-lo ao lado deles.
Cenário no STF
Dentro do STF, a percepção é de que a estratégia de insistir em pedidos de prisão domiciliar com base em saúde não tem surtido efeito. A defesa tem reiterado questões de saúde do ex-presidente, bem como consequências da facada de 2018, sem conseguir sensibilizar a corte.
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