- Nova dossiê da GMB traz acusações de dispensa injusta de uma líder sênior que alegou bullying e assédio, associando demissão a retaliação pela queixa formal.
- Outra dirigente feminina relata bullying e afirma que a liderança é problemática; as alegações foram investigadas, sem respaldo definitivo segundo a nota da GMB.
- A GMB acionou o Tribunal para exigir a devolução de cerca de 700 documentos retidos pela funcionária, após ação judicial.
- A eleição de secretário-geral está marcada para maio, com ao menos um adversário já manifestando interesse.
- Em relação ao relatório Monaghan, apenas parte das recomendações foi plenamente implementada; grupo de trabalho continua trabalhando para finalizar as pendências.
A reunião do sindicato GMB enfrenta mais turbulência, com novas alegações envolvendo lideranças femininas sêniores, enquanto a eleição de secretário-geral está prevista para maio. A disputa interna ocorre após um período de esforços para melhorar a cultura e a governança, especialmente desde o relatório independente de 2020 que apontou traços de nepotismo institucional e comportamentos discriminatórios.
Segundo o dossiê mais recente, uma dirigente sênior foi dispensada por suposta injustiça, após ter formalizado denúncias de bullying e assédio. Uma segunda líder feminina, ainda em serviço, também relatou ter vivenciado assédio no ambiente da diretoria. O GMB moveu uma ação para obter a devolução de cerca de 700 documentos que estavam em poder da ex-funcionária.
Em resposta, o sindicato amplia a defesa legal, incluindo uma ação no tribunal de primeira instância para a recuperação dos arquivos retidos. O objetivo é recompor informações consideradas fundamentais para a apuração de possíveis irregularidades gerenciais. Os tribunais já determinaram medidas para a devolução dos documentos.
Ainda sobre a conjuntura, o GMB informou que a primeira funcionária foi demitida por quebra de confiança relacionada a um conjunto de denúncias sobre racismo. A entidade afirmou que as acusações recebidas foram devidamente avaliadas e não comprovadas, e que as reclamações de bullying não foram mantidas. Sobre a segunda funcionária, o sindicato disse que as queixas de whistleblowing foram investigadas ao longo de três meses, sem confirmação de irregularidades.
A reportagem apurou que o processo de Monaghan, iniciado em 2020, ainda demanda mudanças estruturais. Uma atualização interna indica que apenas parte das recomendações foi plenamente implementada e que há trabalhos em andamento para concluir o que resta. Grupos de trabalho foram criados para avançar com as medidas remanescentes, com expectativa de conclusão em breve.
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