- O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, acionou a Polícia Federal para abrir inquérito contra Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira por suposta traição ao Estado Democrático de Direito.
- Lindbergh afirma que os três atuam de forma coordenada para estimular uma intervenção armada estrangeira dos Estados Unidos contra o Brasil.
- A denúncia cita declarações sobre o tarifaço e sobre operação militar americana que prendeu Nicolás Maduro, além de uma montagem de Nikolas que mostra Lula sendo preso.
- O petista classifica as falas como golpe continuado que tenta normalizar intervenção militar externa, questionar eleições e depor um governo legitimamente eleito.
- Mais cedo, a deputada Erika Hilton protocolou uma representação na PGR contra Flávio e Nikolas por suposta apologia ao crime de golpe de Estado.
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar supostos crimes contra o Estado Democrático de Direito, envolvendo os parlamentares Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira. A representação foi apresentada nesta segunda-feira (5). A ação aponta a possível cooperação entre os três para estimular uma intervenção armada de Estados Unidos contra o Brasil.
De acordo com Lindbergh, as falas e publicações dos parlamentares teriam como objetivo minar a soberania nacional e desestabilizar o governo eleito. O grupo é acusado de promover ações coordenadas que, segundo o líder petista, poderiam favorecer intervenções externas e questionar eleições. A avaliação decorre de conteúdos compartilhados nas redes e de entrevistas dadas pelos envolvidos.
Nikolas Ferreira gerou polêmica recentemente ao publicar uma montagem envolvendo o presidente Lula, o que motivou críticas de Lindbergh e outros atores políticos. O líder do PT também citou declarações atribuídas aos Bolsonaros sobre tarifas, defesa de presença de forças no Lago Paranoá e referências a ações militares no Caribe.
Ação paralela foi registrada pela deputada Erika Hilton, que protocolou uma representação à Procuradoria-Geral da República contra Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira por possível apologia ao golpe de Estado. Não houve confirmação de desdobramentos imediatos por parte das autoridades.
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