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MP Eleitoral cria grupo de trabalho contra influência de organizações criminosas

MP Eleitoral cria dois grupos de trabalho para evitar infiltração de organizações criminosas nas eleições, com vigência até 31 de outubro de 2027

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • O Ministério Público Eleitoral criou dois grupos de trabalho para combater a influência de organizações criminosas nas eleições, com vigência até 31 de outubro de 2027.
  • O Grupo de Trabalho de Combate ao Crime Organizado no Âmbito Eleitoral terá quatro procuradores regionais eleitorais e dois membros auxiliares da PGE, com função de elaborar estudos e um plano de ação.
  • O objetivo é evitar a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral, apoiando promotores, levantando informações e dialogando com Gaecos e núcleos de inteligência dos MPs.
  • O grupo acompanhará jurisprudência e normas eleitorais, podendo emitir notas técnicas e opinar sobre eventuais mudanças normativas.
  • Em eleições passadas, o MP Eleitoral conseguiu barrar o registro de vereadores em Belford Roxo e Niterói, por ligação com grupos criminosos.
  • Paralelamente, entrou em funcionamento, desde 1º de janeiro, o Grupo de Trabalho de Acompanhamento Legislativo e Jurisprudencial no âmbito da PGE, com oito procuradores regionais eleitorais e dois membros auxiliares, para monitorar propostas legislativas, normas do TSE e jurisprudência relevante, com envio mensal de informações ao Genafe.

O Ministério Público Eleitoral criou dois grupos de trabalho para enfrentar a influência de organizações criminosas no processo eleitoral. Os GTs começaram a atuar no dia 1º deste mês e terão vigência até 31 de outubro de 2027.

O Grupo de Trabalho de Combate ao Crime Organizado no Âmbito Eleitoral é formado por quatro procuradores regionais eleitorais e dois membros auxiliares da PGE. A tarefa é elaborar estudos e um plano de ação para orientar as atividades do MP Eleitoral, evitando infiltração de organizações criminosas no pleito. Também dará apoio a promotores, coletará informações e manterá diálogo com Gaeco e núcleos de inteligência dos MPs.

Além disso, o grupo acompanhará jurisprudência e normas eleitorais, podendo produzir notas técnicas e sugerir mudanças normativas. O objetivo é consolidar ações de prevenção e resposta a operações de grupos criminosos que atrapalhem a transparência e a integridade do processo eleitoral. Em eleições anteriores, o MP Eleitoral obteve decisões que suspenderam registros de candidatura ligados a organizações criminosas em Belford Roxo e Niterói, no RJ.

Acompanhamento Legislativo e Jurisprudencial

Outro GT, também com início em 1º de janeiro, atua no âmbito da Procuradoria-Geral Eleitoral. Com oito procuradores regionais eleitorais e dois auxiliares, o grupo acompanhará propostas e debates legislativos sobre regras eleitorais, além das normas editadas pelo TSE. Emite notas técnicas e manifestações para orientar decisões.

O GT reunirá jurisprudência de temas relevantes para o MP Eleitoral e encaminhará ao Genafe, mensalmente. O objetivo é subsidiar a atuação de promotores e procuradores na fiscalização de abusos e irregularidades, contribuindo para teses jurídicas a serem defendidas nos tribunais.

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