- Relações entre os EUA e a Colômbia vêm se deteriorando, com acusações mútuas sobre segurança regional, tarifas e imigração.
- O presidente Gustavo Petro afirmou que voltará a pegar em armas diante das ameaças de Donald Trump.
- Trump insultou Petro após a captura de Nicolás Maduro em Caracas, dizendo que Petro é “um homem doente”.
- Petro disse que, a partir de agora, cada soldado colombiano terá ordem de privilegiar a bandeira da Colômbia e não dos EUA; quem der prioridade à bandeira americana pode ser demitido.
- Washington e Bogotá foram aliados por décadas, especialmente através do Plano Colômbia, criado para combater o tráfico de drogas.
Gustavo Petro afirmou nesta segunda-feira (5) que voltará a pegar em armas diante das ameaças feitas por Donald Trump, em meio a tensões entre Colômbia e Estados Unidos após os bombardeios na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. A declaração foi feita em suas redes sociais, na via X. O presidente colombiano diz que o país não hesitará em agir em defesa da pátria.
As relações entre EUA e Colômbia vêm se deteriorando há meses, com acusações mútuas sobre segurança regional, tarifas e imigração. A dupla histórica de aliados, fortalecida pelo Plano Colômbia de 1999, enfrenta desentendimentos importantes desde o início do segundo mandato de Trump.
Trump reagiu aos acontecimentos envolvendo Maduro com ataques diretos a Petro, descrevendo-o de forma desabonadora e questionando sua política de drogas. Petro, ex-guerrilheiro do M-19 e atual presidente, afirmou que nenhum comandante ficará acima da bandeira colombiana.
Mudança de tema: ordem sobre bandeira e disciplina das forças
Petro afirmou que, a partir de agora, cada soldado receberá instrução para priorizar a bandeira da Colômbia sobre a dos EUA. A medida, segundo o presidente, resultaria na demissão imediata de comandantes que privilegiarem a bandeira estrangeira. As declarações foram lançadas em publicação na segunda-feira.
Washington e Bogotá ainda não detalharam como will implementarem a nova orientação. A tensão entre os dois países se mantém sob escrutínio internacional, com monitoramento de fontes oficiais e declarações de autoridades.
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