- Aliados de Julio Casares sugerem que ele renuncie à presidência do São Paulo, em meio a escândalos, com reunião do Conselho Consultivo marcada para hoje às 16h.
◦ O objetivo é debater o eventual impeachment após protocolo feito por membros do Conselho Deliberativo.
- A Polícia Civil investiga movimentações em dinheiro na conta de Casares, totalizando cerca de R$ 1,5 milhão entre janeiro de 2023 e maio de 2025, conforme Coaf.
- Do montante, aproximadamente R$ 617 mil correspondem ao salário pago pelo São Paulo (19,3%), e o restante são depósitos fracionados de valores menores.
- O Coaf classificou parte dessas operações como “smurfing” — prática de operar com múltiplos depósitos para driblar o monitoramento financeiro — com registros de até 12 depósitos num só dia e operações de R$ 49 mil, abaixo do limite de R$ 50 mil.
O sorvete de acusações envolve o presidente Julio Casares, alvo de pressão interna para renúncia no São Paulo. A discussão ganhou força após o anúncio de escândalos ligados ao mandato e ocorre em meio a um possível impeachment protocolado por membros do Conselho Deliberativo.
Aliados de Casares recomendam a renúncia from uma ala que atua desde o fim do ano passado, reforçada nas últimas semanas. Até agora, não houve sinalização do dirigente de que deixará o cargo ainda neste mandato, que termina no fim deste ano.
Nesta terça-feira, 6 de janeiro, às 16h, acontece reunião do Conselho Consultivo para tratar do processo que pode levar à votação de impeachment. O tema envolve o protocolo de impeachment apresentado ao Conselho Deliberativo.
A Polícia Civil investiga movimentações financeiras atribuídas ao presidente. Segundo levantamentos do Coaf, cerca de R$ 1,5 milhão teriam sido depositados na conta de Casares entre janeiro de 2023 e maio de 2025. O assunto veio a público com a divulgação de dados por veículos de imprensa.
O que chama atenção é a forma dos depósitos. A maior parte do montante não corresponde ao salário pelo São Paulo, representando apenas 19,3% do total, ou cerca de R$ 617 mil. O restante consiste em entradas fracionadas, com valores geralmente abaixo de R$ 50 mil para escapar de avisos automáticos.
O Coaf classifica esse padrão de operações como smurfing, prática usada para dificultar o monitoramento financeiro. Há registros de até 12 depósitos num único dia, além de operações de R$ 49 mil, pouco acima do teto que acionaria controles. A investigação continua em andamento na Justiça, com confirmação de que dados constam nos autos.
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