- O Departamento de Justiça divulgou menos de 1% dos arquivos ligados a Jeffrey Epstein: 12.285 documentos, totalizando 125.575 páginas, até o momento, apesar da regra federal de liberação até 19 de dezembro.
- Estima-se que mais de dois milhões de documentos potencialmente relevantes ainda estejam em fases de revisão, com apoio de cerca de 400 advogados e 100 analistas do FBI.
- A procuradora-geral Pam Bondi afirmou, em atualização ao juiz federal de Nova York, que proteger as identidades das vítimas é prioridade e que isso atrasou o processo.
- Democratas, incluindo o líder da minoria no Senado, questionam a transparência e acusam o governo de violar a lei ao manter parte dos registros selados e não apresentar uma lista sem-redação de autoridades citadas.
- O departamento informou que mais de um milhão de documentos adicionais foram encontrados e não integravam a revisão inicial, podendo levar algumas semanas adicionais para cumprir a obrigação.
O Departamento de Justiça divulgou menos de 1% dos chamados arquivos Epstein, conforme documento judicial, sob críticas de democratas à administração anterior por manter registros sigilosos. Ao todo, 12.285 documentos, somando 125.575 páginas, foram tornados públicos até o momento, apesar da lei federal que determina a liberação da maioria até 19 de dezembro. A justificativa é a proteção das identidades das vítimas, informou a pasta.
Pam Bondi, procuradora-geral, escreveu a Paul Engelmayer, juiz federal de Nova York, destacando que a proteção das vítimas tem prioridade e tem retardado o andamento. A carta, redigida com a participação do deputy Todd Blanche e do US attorney para o sul de Nova York, aponta que mais de dois milhões de documentos potencialmente relevantes estão em fases distintas de revisão. O Ministério da Justiça disse contar com cerca de 400 advogados e 100 analistas do FBI dedicados ao tema.
Os críticos democratas afirmam que o DOJ não cumpriu a exigência de divulgação integral. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, questionou a falta de uma lista não redigida com nomes de autoridades e pessoas expostas politicamente mencionadas nos arquivos, acusando o departamento de obstrução. Ele afirmou que a divulgação tem sido lenta e com informações limitadas.
Progresso e próximos passos
O governo informou que, antes do Natal, promotores em Manhattan e o FBI identificaram mais de um milhão de documentos não incluídos na revisão inicial e que podem exigir mais tempo para a liberação. O objetivo é cumprir a lei e ampliar a transparência, mesmo com o cuidado às vítimas. A expectativa é de que a liberação se estenda por algumas semanas, conforme novos documentos são processados.
Pacotes de documentos já publicados trouxeram detalhes sobre o funcionamento da rede operada por Jeffrey Epstein com a ajuda de Ghislaine Maxwell, embora sem revelar grandes revelações. Em meio às publicações, houve relatos de vítimas que defendem a responsabilidade de envolvidos de alto escalão. A condição de continuidade do processo é contribuir para a compreensão dos fatos, sem alterações na linha narrativa já apresentada.
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