- Senadores Susan Collins e Thom Tillis, mais moderados, se opuseram à censura de Pete Hegseth contra o senador Mark Kelly, dizendo que demitir ou reduzir benefícios militares é inadequado.
- Collins, presidente da comissão de orçamento do Senado, afirmou que não é apropriado mirar os benefícios militares de Kelly por um vídeo político.
- Tillis descreveu a censura como “ridícula”, disse que Hegseth extrapolou e alertou que a ação pode ter efeito amedrontador sobre a fala.
- Hegstheh informou ter iniciado um “retirement grade determination proceeding” e uma censura formal contra Kelly, que poderia ter o posto reduzido e a pensão cortada.
- Kelly reagiu, chamando a censura de “ultrajante” e “anti-americana”, dizendo que Hegseth e Donald Trump não decidem o que os americanos podem dizer sobre o governo.
Dois senadores republicanos de peso abriram oposição na segunda-feira à tentativa do secretário de Defesa, Pete Hegseth, de punir o senador Mark Kelly com rebaixamento de patente e redução de pensão. O alvoroço ocorre após Kelly ter divulgado um vídeo em que militares ativos são orientados a obedecer a lei.
Collins, senadora por Maine e presidente da comissão de alocações do Senado, afirmou que é inadequado mirar benefícios militares de Kelly por causa de um vídeo político. Já Tillis, senador pela Carolina do Norte, classificou a censura como absurda e disse que a medida pode intimidar a liberdade de expressão.
A reação de Collins e Tillis contrasta com a resposta de grande parte dos outros republicanos, que têm sido mais contidas. Hegseth informou que a pasta iniciou ação administrativa contra Kelly, que teve carreira como capitão da Marinha antes de entrar no Senado. Kelly participou de várias missões de combate e já viajou ao espaço diversas vezes.
Segundo o secretário, houve uma determinação de aposentadoria para o cumprimento de uma formal censura, com possibilidade de rebaixamento da patente e corte de pensão. A defesa também divulgou uma carta formal de censura ao senador.
Kelly reagiu de forma contundente, classificando a censura de injusta e contrária aos princípios democráticos. Ele afirmou que não aceitaria tentativas de intimidar sua atuação como legislador e defensor de direitos dos militares.
Entre os demais membros do Senado, alguns republicanos adotaram tom reservado ou não se posicionaram de imediato. Um senador disse que haveria um processo de avaliação a ser seguido, sem comentar sobre o caso em detalle. Outro declarou que não havia informações suficientes para opinar.
O caso envolve Kelly, veterano de guerra com dezenas de missões de combate e participação na NASA, e Hegseth, que dirige o Departamento de Defesa. O episódio destaca divergências internas na bancada republicana sobre como lidar com críticas de militares ativos.
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