- Barry Pollack, advogado norte-americano de renome, assumirá como counsel particular de Nicolás Maduro na defesa em tribunal em Nova York.
- Pollack já representou Julian Assange e foi fundamental para a libertação do fundador do WikiLeaks, em 2024.
- Maduro foi indiciado em Nova York por conspiração de tráfico de drogas, conspiração de importação de cocaína e posse de armas de fogo e dispositivos destrutivos; os EUA o classificaram como “narco-terrorista” e “presidente ilegítimo”.
- Na primeira audiência, Pollack questionou a legalidade da abdução de Maduro pela força dos EUA em Caracas e argumentou imunidade como chefe de estado.
- O caso pode apresentar desafios diferentes dos enfrentados com Assange; Pollack tem histórico de acordos de plea e vitórias em defesas criminais complexas.
Barry Pollack, advogado de renome e sócio da Harris St Laurent & Wechsler, foi anunciado como consultor particular de Nicolás Maduro. O peso da defesa já é destacado pela escolha de um jurista experiente em casos de alto impacto.
Maduro foi levado a julgamento em Nova York por contrabando de drogas e terrorismo ligado ao narcotráfico, com acusações que incluem conspiração para importação de cocaína e posse de armamentos. O governo americano o descreve como um presidente ilegítimo.
Pollack participou ativamente da primeira sessão, questionando a legalidade da detenção de Maduro por forças dos EUA em Caracas e defendendo a imunidade do chefe de Estado. O caso pode render pena de prisão de até o fim da carreira.
A defesa de Maduro ocorre em um momento em que Pollack se tornou figura central no cenário jurídico internacional, após defender Julian Assange na década passada. A atuação com Assange resultou na liberação do ativista no Reino Unido, em 2024.
Quem é Barry Pollack
Pollack é reconhecido no meio jurídico como um brasileiro- não, mas com atuação internacional, elogiado pela habilidade de traduzir informações técnicas para o jurado. É professor adjunto na Georgetown University Law Center.
Além de Assange, Pollack já ajudou na absolvição de Michael Krautz, ex-contador da Enron, e atuou em casos de condenações equivocadas, como o de Martin Tankleff. Seu histórico sugere abordagem minuciosa e foco em evidências.
O advogado destacou, em entrevista, a importância de comunicar de forma clara o conteúdo técnico ao júri e de orientar clientes diante de crises profundas. A defesa de Maduro pode exigir estratégias diferentes das empregadas no caso Assange.
Entre na conversa da comunidade