- A administração de Donald Trump adicionou vinte e cinco países à lista de nações cujos cidadãos podem ser obrigados a apresentar fiança de até quinze mil dólares para solicitar visto de entrada nos EUA, elevando o total para trinta e oito países.
- A exigência passa a valer em vinte e um de janeiro; os valores da fiança são cinco mil, dez mil ou quinze mil dólares, conforme definido no momento da entrevista de visto.
- Cidadãos de países incluídos, incluindo a Venezuela, devem aceitar os termos da fiança por meio da plataforma Pay.gov, do Departamento do Tesouraria dos EUA.
- O programa piloto foi iniciado em agosto e visa desencorajar visitas com intenção de permanecer além do visto para turismo ou negócios.
- O governo afirma que as medidas fortalecem a segurança interna; grupos de direitos humanos contestam, apontando impactos no devido processo e nos direitos.
O governo dos Estados Unidos ampliou para 25 o número de países cuja cidadania pode exigir fiança ao pedir entrada no país. A medida, apresentada pelo site do Departamento de Estado, adiciona até 15.000 dólares como garantia para vistos de entrada. A lista já abrange 38 nações, segundo o órgão.
Entre os novos incluídos estão países da África, da América Latina e da Ásia do Sul. A política passa a valer a partir de 21 de janeiro, conforme o Departamento de Estado. A fiança varia conforme o tipo de visto B1/B2, usada para turismo ou negócios.
Venezuela também integra a lista. O país foi foco de operações militares americanas recentes, com presos de autoridades locais levando o líder deposto Nicolás Maduro a ser levado a Nova York, conforme divulgação oficial. O Departamento de Estado informou que o valor do bond é definido no momento da entrevista de visto.
Os requerentes devem aceitar os termos da fiança por meio da plataforma online Pay.gov, administrada pelo Tesouro dos EUA. O governo lançou um programa piloto em agosto, com um conjunto inicial de nações. A finalidade declarada é desencorajar estadas fora do permitido pelos vistos.
Especialistas em direitos humanos criticam a política, dizendo que ela restringe garantias processuais e a liberdade de movimento. Por sua vez, a administração de Donald Trump aponta que as medidas fortalecem a segurança interna. O governo sustenta que as políticas visam evitar permanências não autorizadas.
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